Alba
Bom, como eu já disse eu nunca havia nem sequer saído da cidade, quanto mais andado de avião. Senti um frio na barriga e uma tontura quando alcançamos os ares, já podíamos nos levantar e circular dentro do avião e foi isso que eu fiz. Como uma criança corri para o outro lado, longe dos olhos do meu marido esquisito e apreciei o azul do céu. Uma lágrima solitária acabou escapando. Agora, oficialmente eu estava indo embora, pra longe da minha família. Meu peito doeu por isso, mas principalmente por não saber o que estava me esperando.
_ Fugindo coelhinha ?
A voz de Dmitri estava próxima do meu ouvido e quando virei para encará-lo ele estava com o rosto praticamente colado ao meu. Me joguei pra trás na tentativa de me afastar.
_ Não.. e meu nome é Alba.
_ Eu sei que é Alba, mas pra mim você é como um coelho fujão e eu desejo profundamente caça-la.
Disse ele com um sorriso no rosto.
_ Você é estranho..
Ele riu da minha constatação. Voltei a olhar para o céu mas senti ele me puxar pelo braço, praticamente me arrastando pro fundo da aeronave.
_ Me solta… você tá me machucando!
Eu não estava gritando, mas minha voz estava alta e ele nem ligou. Entramos em uma espécie de quarto, franzi minha testa e arregalei meus olhos. Ele sentou na beirada da cama e bateu com a mão três vezes em sua perna.
_ Vem, senta no meu colo coelhinha, esperei muito por esse momento.
A voz dele estava rouca e baixa. Me aproximei a passos lentos e sentei timidamente. Respirei fundo tentando manter o controle do pânico que estava querendo me assolar. Ele passou a mão no meu pescoço e eu senti o quão ásperas e calejadas são. A mão dele foi pro meu cabelo e parou ali, senti a respiração dele mudar.
_ Você desobedeceu minha ordem..
Ele sussurrou as palavras no meu ouvido e meu corpo inteiro arrepiou, e não foi de uma maneira boa.
_ O senhor ainda não era meu marido.
Respondi com firmeza e com educação. Ele deu uma risada diabolicamente ameaçadora.
_ Eu deveria deixá-la sem cabelos, é o que você merece!
Ele puxou meu cabelo com força e me fez deitar na cama. Engoli o choro, eu não lhe daria o prazer de me ver chorar de medo.
Ele tirou o cinto e abriu o zíper. O ar quase me faltou quando ele abaixou a calça e a peça *íntima revelando uma coisa que eu nunca vi na minha vida, ou pelo menos não me lembro.
_O que vai fazer ?
Perguntei com a voz embargada.
_ Você é quem vai fazer!



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