Alba
Talvez não tenha sido a atitude mais inteligente provocar Dmitri daquele jeito, mas é tão bom deixá-lo sem saber o que fazer e observar que ele me deseja acaba deixando-me ainda mais confiante. Antes eu pensava que não era atraente, mas perto dele me sinto desejada e com vontade de desejá-lo também. A adrenalina do perigo e da ideia de poder ser pega a qualquer momento também foi boa, quente. Nunca imaginei que eu fosse aprontar uma dessas, mas aos poucos vou me descobrindo e abandonando todos os traumas e inseguranças graças a todo esse calor que sentimos um pelo outro. Confesso que me senti curiosa, como o Lobo teria reagido ? Dmitri é contido e quase perdeu a linha, se fosse o outro.. nossa, não quero nem imaginar.
Sentamos na mesa do café, o bolo estava maravilhoso e a cobertura mais ainda, porém a cara que Dmitri estava me olhando me deixou receosa.
_ Tá tudo bem amor ?
Perguntei enquanto lavava a louça. Ele pegou um pano e começou a secar enquanto minha mãe limpava a mesa e meu pai tentava distrair meu irmão.
_ Sim, só estou ansioso.
Respondeu ele normalmente.
_ Ansioso pra que ?
Dmitri me olhou e sorriu. Um sorriso fez todos os pelos do meu corpo arrepiarem. Lembrei que ele é bem mais carinhoso que o Lobo, mas no estado em que ele está.. é de dar medo. Acho que cutuquei a onça com a vara curta.
Sentamos no jardim em frente ao galpão que meu pai me treinou.
_ O que há naquele galpão?
Perguntou Dmitri coçando a barba. Eu ia abrir a boca pra responder mas meu pai foi mais rápido.
_ Agora é um depósito de armas.
Disse ele normalmente.
_ Mas antes Alba usava para pintura.
Disse minha mãe alegre. Dmitri franziu a testa e me olhou, meu pai fez o mesmo e eu disfarcei o desconforto que visivelmente tomou conta do meu corpo.
Dei um sorriso e decidi brincar um pouco com meu irmão.
O dia passou rápido, muito rápido.
_ Vocês voltam pro almoço amanhã?
Perguntou minha mãe meio chateada. Sei que ela queria que eu dormisse aqui hoje, mas nem ousei pedir para Dmitri uma coisa dessas, o olhar dele pra mim já diz absolutamente tudo.
_ Sim mamãe, voltamos sim.
Falei enquanto abraçava ela. Já vamos partir amanhã, ele não quer ficar muito tempo pois tem coisas a resolver.
Dmitri deu um aceno de cabeça para os meus pais e entramos no carro. Ele ligou o ar condicionado, imaginei que ele estivesse com calor. Os vidros eram bem escuros e as pessoas de fora não conseguiam ver quem estava dentro.
Ele deu partida e eu me fingi de distraída, olhando para fora. Não demorou muito e eu tive que perguntar.

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