Dmitri
Foi como um estalo na minha mente. Um turbilhão de informações caiam sobre mim me nocauteando com força. Na minha mente só vagava um pensamento, Alba.
Olhei pro quarto vazio, é claro que ela não iria dormir comigo, com o outro. Agora, além do Lobo tenho que lidar com um terceiro. Pensei que minha mente já havia se fragmentado o suficiente, mas foi tão doloroso pra mim e pro Lobo ver Alba naquele estado que foi um trauma terrível, sem mencionar a perda do meu filho. Saber que fui o responsável por tirar uma vida tão importante pra mim que estava recém se formando faz minha alma doer. Minha Alba, meu amor, agora ela me odeia e com toda a razão do mundo, ela está certa, eu destruí sua vida.
Tomei um banho gelado, será que vou conseguir controlar essa outra personalidade ? Não escuto mais o Lobo, ele está em absoluto silêncio, e mesmo com ele calado minha mente está totalmente agitada.
Coloquei uma roupa qualquer e andei pelos corredores, sei onde ela está. Parei em frente a porta e coloquei minha testa ali, não sei como conversar com ela, não sei mais como explicar que eu a amo, amo e me arrependo de tudo que fiz. Agora ela já não acredita em nenhuma palavra minha.
Sentei no chão frio e fechei meus olhos pensando, Alba tem razão, esse lugar é um cubo de gelo.
Levantei subitamente com a ideia que surgiu. Talvez fazendo uma reforma na casa, talvez deixando do jeito que ela quer, pode ser que assim Alba me dê uma segunda chance, e é claro, de brinde trarei a cabeça de todos que tocaram nela. Respirei fundo e bati três vezes na porta, ouvi um barulho e aproximei meu rosto. São gritos ?
_ Alba ?
Ela continuava gritando desesperadamente. Comecei a chutar a porta e no terceiro chute ela cedeu. Corri em direção a cama, ela estava se debatendo, os cabelos estavam grudando em seu rosto e pescoço, estava toda molhada.
_ ALBA !
Sacudi ela até que finalmente ela acordou. Respirei aliviado, mas ainda em choque com a cena.
(...)
Ela pediu pra ficar sozinha e eu respeitei, mas pedi que ela ficasse no quarto. Propositalmente peguei a manta rosa dela e levei pro escritório, que cor horrível, mas tem o cheiro dela.
Deitei no sofá e aguardei as horas passarem lentamente, e cada minuto que passava eu imaginava formas diferentes de *torturar e *matar. Minha mente nunca foi tão sádica como está sendo agora. Escutei uma batida suave na porta, será que é ela ? Baguncei meu cabelo e me cobri totalmente com a manta horrorosa dela, fiz a pior cara possível pois querendo ou não ainda sinto dor dos tiros que levei. Desde que me casei com ela, quantas cicatrizes adquiri ? Bom, não importa..
_ Entre.
Falei com a voz baixa mas audível. Coloquei o braço no rosto e aguardei. A expectativa de escutar a voz suave da minha esposa acabou me *excitando. Lembrei das provocações que ela me fez naquele dia enquanto estávamos na cozinha, e no *sexo *gostoso que fizemos no carro. Só de lembrar dela em volta do meu *pau já sinto que vou entrar em colapso. Provavelmente Alba vai me deixar um bom tempo sem tocá-la, isso se ela vier a me perdoar..
_ Senhor..
A voz era suave, mas não era da minha mulher. Abri meus olhos e pra minha decepção era uma das empregadas, a mais jovem da casa. Ela estava com os olhos arregalados observando a minha *ereção descaradamente.
_ *Droga, o que você quer ?
Perguntei irritado.
_ Aah, bem..

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