Alba
Meu celular despertou e eu abri os olhos. O braço pesado do homem estava em cima de mim me agarrando como se eu fosse fugir, e era exatamente isso que eu ia fazer. Olhei para o relógio, eu havia dormido apenas uma hora e meia. Passamos a madrugada inteira colados um no outro, acho que esse Dmitri está muito afim de fazer um bebê, ou talvez seja o fogo reprimido do Lobo falando mais alto, até porque os dois dividem o mesmo corpo. Me esgueirei pra fora da cama e senti uma coisa escorrer pelas minhas pernas. Credo, me sinto um depósito.
Corri pro banheiro e me lavei mas parecia ainda que não era o suficiente. Coloquei um vestido justo mas confortável e um casaco sobretudo. Coloquei uma calcinha de vovó e um absorvente. Ele permanecia ferrado no sono e eu aqui, toda capenga e xoxa indo trabalhar no meu primeiro dia como quase dona.
Enquanto eu descia as escadas senti muito desconforto, nossa eu deveria ter parado na terceira mas estava tão bom que não resisti. Quem nunca?
_ Senhora, está tudo bem ?
Maxim já estava em pé me esperando próximo da porta, tenho certeza de que to andando toda torta.
_ S-sim, tudo ótimo.
Entrei no carro e ao sentar senti mais dor ainda. É uma ardência incomoda demais.
_ Max,posso te chamar assim?
_ Claro senhora. No que posso ajudar ?
Perguntou ele enquanto dirigia.
_ Podemos passar em uma farmácia? Preciso de remédio pra dor.
_ Claro.
Ele dirigiu calmamente pelas ruas movimentadas. Minha região *íntima parecia que pegaria fogo a qualquer momento.
Ele parou em uma farmácia, desceu e ele mesmo pegou analgésico e uma outra coisa que não identifiquei.
_ O que é isso?
_ Pomada.
Respondeu ele calmamente. Minha cara quase caiu no chão, quase explode de vergonha.
_ Ta.
Respondi apenas isso. Na hora de descer do carro foi simplesmente *infernal também. Max ofereceu o braço para que eu me apoiasse e fomos assim até o andar em que vou ficar.
_ Bom dia senhora.
_ Bom dia.
Respondi educadamente. Max permanecia grudado no meu braço e me levou até a minha cadeira.
_ Nossa, obrigado..
_ Disponha. Ficarei do lado de fora da sala, mas qualquer emergência que precisar me chame ou aperte o botão de pânico logo abaixo da mesa.
_ Ta bom.
Ele saiu e eu finalmente fiquei sozinha para abrir bem as pernas. Quase coloquei uma em cima da mesa. Caminhei pro banheiro e usei meio tubo de pomada, espero que alivie.
Comecei a mexer nos papéis e vi que havia muita coisa atrasada.
_ Você fica muito bem nessa cadeira, mas poderia ser menor.
Arregalei os meus olhos ao ver o corpo do meu marido parado em frente a mesa. Como ele chegou aqui? E que terno é esse ?
_ Meu Deus Dmitri! Como você entrou sem eu te ver ? Nossa, parece um fantasma..
_ Talvez eu seja. Como se sente ?
Ele fez a volta na mesa devagar, mas não tirou os olhos de mim. O terno cinza até que lhe cai bem, mas poderia ser mais justo.
_ Com dor.
Falei sincera. Ele botou a mão no bolso e pegou uma pomada e uma cartela de analgesico.
_ Ah.. eu já comprei.
Falei sem jeito, mas peguei mesmo assim, vou precisar.
_ Eu ia lhe entregar mas você saiu antes que eu acordasse. Já tomou café?
_ Não, vim direto.
_ Hum.
Comecei a folhear alguns papéis e a maioria precisava da assinatura do meu marido. Será que a minha é válida?
_ Por acaso você sabe me dizer se…
Cadê ele? Sumiu.


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