Dmitri
_ Você é o cara mais *burro que eu já conheci !
Falei enquanto andava de um lado para o outro, extremamente preocupado e sem saber o que fazer.
_ Eu sei, mas não tinha como saber que aquela ca.. que ela sabia falar nossa língua !
*Droga, não sei o que fazer e não acho que a cara de fofa da minha mulher vá amolecer a pedra que Olivia tem no lugar do coração.
_ Cara, eu não quero morrer!
Disse ele enquanto encostava o rosto na grade. Dava para apalpar o desespero do Ivan.
Fiquei pensando por um momento em qual seria a melhor forma de agir nessa situação e não tem jeito, vou ter que apelar.
_ Fica de bico fechado o tempo inteiro, entendeu ?
_ Sim senhor.
Ele se jogou novamente no canto que estava antes. Caminhei novamente em direção a entrada do galpão mas ela não estava mais lá.
_ Onde ela está?
Perguntei ao soldado que estava na porta. Comecei a seguir ele e quando entramos na enorme sala Ekaterina e Alba estavam sentadas no sofá abraçadas.
Quando Ekaterina me viu, correu e me abraçou. Me senti extremamente desconfortável com o toque dela, o que não é normal, nunca me importei.
_ Obrigado por vir..
_ Não agradeça ainda, o que ele fez foi imperdoável.
Falei áspero. O restante de esperança que ainda tinha no rosto de Ekaterina acabou se esvaindo.
_ Onde ela está?
Perguntei ao ver meu sogro descendo as escadas com uma criança nos braços.
_ No escritório. Vamos.
Disse ele enquanto caminhava na minha frente.
_ Não é melhor deixar o menino com outra pessoa?
_ Não, a única esperança do seu amigo é tratar desse assunto com o menino presente, ela fica mais maleável.
Disse ele. Edgar parou abruptamente e me encarou.
_ Eu nunca disse isso!
Disse ele com os olhos arregalados.
_ E eu nunca ouvi.
Falei sorrindo. Entramos no escritório e ela estava concentrada em alguma coisa no computador, mas quando ouviu a voz do bebe automaticamente nos olhou.
_ Não ouvi a babá eletrônica.
Disse ela ao levantar e caminhar em nossa direção.
_ Eu cheguei lá bem na hora.
Disse Edgar enquanto entregava o menino nos braços dela. A criança abriu um sorriso fofo ao observar que estava nos braços da mãe. Olivia abraçou e cheirou o pequeno. O monstro que estava sentado na cadeira e com uma adaga na mão quando cheguei simplesmente sumiu, e agora havia apenas uma mãe ali. Essa seria a minha oportunidade.
_ Olivia, o'que podemos fazer a respeito de Ivan ? Ele é meu braço direito e um dos poucos que confio.
_ Aprenda a confiar em outro, aprenda a usar o braço esquerdo, mas ele não vai sair daqui com vida.
_ Deve haver algo que possamos fazer, algum negócio !
Ela respirou fundo.
_ Você é surdo Dmitri ?
_ Não Olivia, não sou surdo. Eu sou um Capo, um administrador e dono de um dos maiores negócios do mundo. Eu quero negociar e não quero entrar em guerra com você, mas quero meu aliado inteiro e com vida, caso contrário vamos quebrar os poucos laços que temos!
O pequeno começou a chorar e ela colocou ele no *seio para amamentar. Virei o rosto, a última coisa que preciso agora é essa louca insinuando que estou de olho nela.
Ela ficou em silêncio observando o bebê e eu comecei a pensar, deve haver algo que eu posso fazer,tem que ter. Estamos na casa dela, mas ainda sim, Ivan e Ekaterina são meus aliados e Ivan é quase um sub pra mim.
_ Onde é o banheiro ?
Perguntei ao olhar para Edgar. Ele apontou a porta ao fundo do escritório. Entrei e passei uma mensagem para Alba que visualizou logo em seguida. Lavei as mãos e saí. Olivia ainda estava com o pequeno nos braços.
_ Não temos mais nada para conversar Dmitri.


VERIFYCAPTCHA_LABEL
Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Contrato de Casamento com o Mafioso Cruel