Dante:
Quando Lucca ligou contando o ocorrido, imaginei que daria nisso. Ela lia e segurava com fúria ao mesmo tempo. Juro que imaginei que a reação não seria das melhores, mas era bem pior. Ela em nenhum momento nos olhou nos olhos até terminar de ler o contrato.
Ela o fechou e juro que vi raiva em seus olhos.
— Serei obrigada a cumprir esse maldito contrato?
Não entendo o porquê desse aperto no peito. Nós conhecemos Valéria há menos de uma semana.
— Podemos fazer algumas alterações. Afinal, você não chegou a assinalar o que estava disposta a fazer — disse, engasgado.
— Então era isso o tempo todo! Fui um contrato com começo e fim pré-determinados. Três meses, esse é o tempo que duraria na empresa e na cama de vocês? — continuou. — Na boate, vocês já sabiam quem eu era desde o começo? Resolveram fazer o teste-drive antes de assinar esse maldito contrato?
— Sim, sabíamos! Recebemos sua ficha pela manhã naquele dia — disse Enrico.
— Mas não era um teste-drive, foi atração instantânea.
— Por que eu? — ela perguntou, curiosa.
— Na verdade, as outras candidatas, na maioria, não nos agradaram, e outras eram casadas, o que não é o que procuramos.
— Você foi indicada por Salvatore. Sua amiga pediu a ele uma oportunidade para a amiga que estava desempregada. E, quando vi sua foto no currículo, senti que era você quem procurávamos, e tive a confirmação quando vi nos olhos dos meus irmãos o mesmo brilho que nos meus.
— Quanto à boate, foi coincidência. Não esperávamos te encontrar lá e, quando te vimos, não resistimos. Seu corpo... seu cheiro nos atraiu de uma maneira incontrolável. – Eu explicava, com a esperança de que suas palavras fizessem diferença.
— Se eu não aceitar o que está nesse contrato, serei demitida antes mesmo de começar?
— Não será! Mas faremos de tudo para convencê-la. Não aguentamos mais ficar sem você. Ensinaremos tudo por trás do mundo da submissão, e você irá gostar — disse Enrico.
— Quero duas semanas para pensar e, para isso, quero que rasguem esse contrato que assinei. É injusto ter que cumprir algo que nem imaginei que existisse. Esse é o tempo necessário para o efeito do anticoncepcional.
— Está certa, farei outro contrato. Leve uma cópia em branco para você ler e amadurecer a ideia do que você está ou não disposta a tentar — eu disse.
— Se estiver disposta, pode começar a trabalhar amanhã – Enrico falou.
— Tudo bem. Está passando da hora de começar a trabalhar – Falou, nos olhando triste.
— Daniela te mostrará como tudo funciona, nossas agendas, reuniões e contratos. Seja bem-vinda, senhorita Valéria.
Vê-la sair do meu escritório sem o sorriso malicioso de sempre foi como um soco no estômago. Eu e meus irmãos ficamos sem reação. Mas poderia ter sido pior.
— Bora trabalhar. Quanto a mim, vou fazer as malas, viajarei logo pela manhã. — Lucca tinha que estar em Seattle sem falta.
Cada um tomou seu rumo, e fiquei ali, louco para chamar Valéria novamente ao meu escritório.
(...)
Valéria:
Sair do escritório e ter que olhar para a cara debochada da Daniela foi o pior.
— Mal chegou e já está levando bronca?
Antes que eu respondesse, o telefone tocou.
— Senhorita Daniela, mostre como tudo funciona, onde estão nossas agendas e coloque a senhorita Valéria a par de tudo. Amanhã, a senhorita pode voltar ao posto que ocupava antes.
— Sim, senhor Dante!
Eu ri muito por dentro. A garota estava se achando e caiu do pedestal.
Era uma hora da tarde. Daniela tinha ido para o almoço no refeitório da empresa. Tínhamos uma hora e meia de pausa para o almoço. Estava distraída, digitando alguns relatórios, e fui despertada pela mistura de perfumes que me excitavam.
— Hora do almoço, Valéria! — Enrico falou.
— Se quiserem tudo isso outra vez, terão que merecer, e vai sair caro, meus SENHORES.
Dante partiu pra cima de mim, tomando minha boca desesperado.
O empurrei e tomei a boca do Enrico e olhei para as câmeras.
— Estão desligadas! Fica tranquila — Enrico falou, lambendo os lábios. Ô pecado.
— Vão começar a comentar. Toda vez que entro com vocês no elevador, as câmeras desligam.
— Somos os donos, ninguém questionaria — continuou.
A porta se abriu e outros funcionários entraram, estranharam os chefes estarem no elevador social.
Sorri, mordendo os lábios. Vi quando Enrico e Dante apertaram o pau sobre a calça. Bem feito pra eles, quem mandou vir com essa de contrato de sexo.
Graças a Deus, chegamos ao térreo. Um carro com motorista nos aguardava. Enrico, eu e Dante entramos, e uma proteção se fechou, dando privacidade aos passageiros.
— Gostando de provocar, senhorita? Acha legal empinar essa bunda gostosa pra caralho e nos deixar de pau duro pra toda a empresa ver? — Adoro, senhor Enrico.
— Ah, princesa, vamos cobrar caro o desaforo. – Tadinhos, vocês é que pagarão em doses homeopáticas.
Tive a boca tomada por uma língua enquanto uma mão levantava meu vestido. Enrico se ajoelhou e começou a me chupar. Dante expôs meus seios e os tomou na boca, lambendo e sugando, me levando ao paraíso. A língua de Enrico invadia e sugava meu clitóris. Eu gemia e ofegava de desejo. Os movimentos se intensificaram, me levando a um orgasmo enlouquecedor.
Adoro me sentir desejada por eles, e não gozar seria inevitável com esses dois. Satisfeita, ajeitei o vestido, dei um beijo quente cheio de tesão em cada um e fiz cara de paisagem.
— Sério, linda? Vai deixar a gente assim? De pau duro? Caramba, meu pau vai cair desse jeito! — Enrico, como sempre, dramático.
— Quem sabe, se vocês se comportarem, no fim do expediente não conversamos? — Dei uma piscadinha safada.
— Menina, para de provocar, não vou aguentar por muito tempo — disse Dante.

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