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Contrato de Luxúria - A Virgem romance Capítulo 7

Enrico:

Não somos apenas uma boate, vendemos liberdade de expressar cada desejo guardado. E é extremamente proibido pedofilia, zoofilia e necrofilia, membros da Black List passam por um rigoroso processo de investigação e seus convidados também. Valéria teria acesso aos andares superiores, pois já tínhamos toda sua vida em nossas mãos. Seu histórico, suas redes sociais, suas contas. Sabíamos que ela era exatamente o que parecia: uma mulher lutando para sobreviver.

Prostituição era proibido na The Lux, todas as submissas estavam ali por livre e espontânea vontade em busca de um dominador. Todos os funcionários eram altamente treinados para reconhecer se alguma estava sendo forçada a algo, isso era inadmissível.

— Quanto ao contrato, vocês acham que ela vai aceitar? — digo, finalmente parando de andar e encarando meus irmãos.

— Olha, vamos torcer para que a festinha no elevador conte a nosso favor — Lucca diz, preocupado, os dedos tamborilando na mesa de vidro.

Não será nada fácil se ela não aceitar a proposta. A ideia de tê-la por perto, mas inacessível, era uma tortura antecipada.

— Cara, pro bem do nosso pau, eu acho melhor ela aceitar, porque parece que meu amigo aqui subiu e não quer mais descer, tá exigente. — Dante apontou para a própria calça, e um riso nervoso escapou, mas a tensão permaneceu.

Nesse instante o telefone toca. O som estridente cortou o silêncio.

— Sim? — Dante atendeu, sua voz imediatamente profissional.

— Senhor, a senhorita Santorini acabou de chegar! — a voz da recepcionista informou.

— Mande que entre e, por favor, não queremos ser interrompidos. — Ele desligou e nos olhou. — Preparados?

Não houve tempo para resposta. Ouço batidas na porta, peço que entre e, nesse instante, nosso mundo parece parar. Estamos os três de pé, virados pra porta, quando a mulher que vem atormentando nosso juízo entra, fechando a porta atrás de si. A luz da manhã entrava pela janela, criando um halo em torno de sua silhueta. O vestido preto abraçava seu corpo de forma impecável, e quando seus olhos azuis cristalinos encontram os nossos, parece que fui atingido em cheio por um tiro à queima-roupa.

Havia surpresa em seu olhar, confusão, e algo mais que não consegui decifrar. Seus lábios se entreabriram, e o inesperado acontece.

— Não pode ser...

— Vocês?

É a última coisa que ela diz antes de desmaiar. Seu corpo pendeu para frente como uma flor cortada, e instintivamente, todos nós nos movemos para ampará-la. Dante a segurou antes que atingisse o chão, e ali estava ela, desacordada em nossos braços, mais uma vez indefesa e entregue a nós.

O silêncio tomou conta da sala, apenas a respiração dela e o zumbido distante da cidade lá embaixo.

— Caralho — Lucca sussurrou. — Ela desmaiou.

— Leva ela pro sofá, rápido — ordenei, já tirando o paletó para fazer um apoio.

Dante a carregou com cuidado, como se ela fosse feita de porcelana, e a deitou no sofá de couro preto. Seu rosto estava pálido, os lábios entreabertos, os cílios escuros contrastando com a pele. Estava linda, mesmo desacordada.

— E agora? — perguntei, olhando para meus irmãos.

— Agora a gente espera ela acordar — Dante respondeu, ajeitando uma almofada sob sua cabeça. — E reza pra ela não sair correndo quando abrir os olhos.

Ficamos ali, os três homens mais poderosos que conhecíamos, reduzidos a espectadores ansiosos ao redor de uma mulher desmaiada. O destino, com seu senso de humor cruel, havia nos unido da maneira mais inesperada possível. E quando ela acordasse, teríamos que enfrentar não apenas seus medos, mas também as consequências das nossas escolhas.

— Sim, somos. Porém, não idênticos, como pode perceber. Nós três somos altos e temos olhos claros iguais aos da mamãe. Tirando isso, somos completamente diferentes, senhorita!

Meus olhos triplicaram de tamanho com a constatação.

— Ouw, merda, não pode ser, não posso ter feito tudo aquilo com meus futuros possíveis chefes. — Sentei novamente no sofá com as mãos no rosto, envergonhada.

— Sim, fez e amamos cada segundo.

— Não pode ser, é um pesadelo, tem que ser. — Comecei a chorar. Estava morrendo de vergonha — Caramba, que azar! Nunca saio e, quando resolvo, encontro não só um, mas sim três caras super gostosos, tenho os melhores orgasmos da minha vida.

“Se eu soubesse que iria acordar, tinha subido para o maldito quarto com os três e perdido a bendita virgindade.” Pensei. Só que não percebi que falava em voz alta.

— Parabéns pra mim, continuo virgem e desempregada.

Quando ergo o olhar, percebo que pensei em voz alta.

Ouw, merda!

É aquele outro momento em que a alma sai do corpo e volta na velocidade da luz.

Levanto-me, indo em direção à porta, não vou suportar ser humilhada. Quando dou três passos, sou interceptada pelos três brutamontes, que me olham com cara de espanto. Sou tomada por um beijo avassalador e, quando dou por mim, estou igual a um sanduíche, prensada entre dois enquanto o terceiro reivindica minha boca.

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