(Ponto de vista de Riley)
Tudo em Alfa Thane exalava sensualidade: a maneira como ele andava, sua altura, seu olhar, seus lábios - Deus, aqueles lábios tão bonitos, e a forma como eles haviam pronunciado meu nome. Nunca pensei que meu nome pudesse soar tão sexy e sedutor... Além disso, a última coisa que eu deveria estar pensando naquele momento era como ele era atraente.
-
No entanto, ele estava certo. Se quisesse que eu morresse, não precisaria passar por todo aquele esforço para fazer isso. Com seu poder ele só precisaria fazer isso ali mesmo, no baile de acasalamento. Afinal, eles eram conhecidos por isso, então não seria exatamente uma surpresa, e não muitos se importariam com o fato de eu ser morta - minha mãe, porém, se importaria.
— Então, o que você quer?
— Eu quero que você venha comigo, como minha companheira. — Ele respondeu, como se fosse a coisa mais simples e óbvia do mundo.
— O quê?
— Acho que você me ouviu claramente, e só precisa de um tempo para processar isso.
— Não… Eu não preciso de tempo. Eu não sou sua companheira e eu sei disso, assim como você sabe disso. Eu não posso simplesmente deixar minha alcateia e ir com você.
— Você não parecia gostar muito da sua alcateia.
— Isso não significa que eu gostaria de ir com você.
— Deixe-me esclarecer isso. Você seria minha companheira por um período determinado por mim, e durante esse tempo, seria bem remunerada. Eu te daria o que você quisesse. Tudo o que você precisa fazer é concordar com as minhas regras, e quando isso terminar, você estará livre.
— Eu não quero o seu dinheiro, e nunca vou confiar em você.
— Você não quer o meu dinheiro? — Ele perguntou, parecendo surpreso. — Mas você parece precisar dele.
— Você está me chamando de pobre? — Perguntei, mesmo que fosse exatamente o que eu era: pobre e miserável.
— Esta seria uma oportunidade para você. Eu sei como o Ryker te trata...
— E você me trataria melhor? — Questionei, e sabia que ele odiava o fato de eu tê-lo interrompido no meio da frase.
— Não exatamente, mas você receberia seu dinheiro no final do dia. Não é isso que importa?
— Não… Isso não é o que importa.
— Então, o que importa?
— Existem tantas outras coisas... Eu nunca poderei deixar minha mãe aqui.
— Então tudo bem. Ela pode nos acompanhar.
— Você não está entendendo.
— Faça-me entender, então. — Ele disse, com seu olhar intenso sobre o meu, e eu não consegui sustentar o contato visual. Desviei os olhos.
— Ela é uma escrava aqui, fora que ainda tem dez anos de serviço para cumprir. Se eu for embora... — Balancei a cabeça lentamente. — O Ryker faria da vida dela um inferno, e eu nunca permitiria isso. — Admiti, sentindo-me estúpida por contar tudo isso a ele. Era um problema meu, e ele não poderia fazer nada a respeito.
— Isso! Algo para negociar.
— O quê?
— Sei que você sonhou incontáveis vezes em ver sua mãe livre, e eu tornaria esse sonho realidade.
— Você não pode. Ela ainda tem dez anos de serviço, e nada pode mudar isso, nem mesmo você, Alfa Thane.


VERIFYCAPTCHA_LABEL
Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Contratualmente, seu: Alfa