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Coração Refeito: A Trajetória de Uma Hérói romance Capítulo 1096

O Diretor Faria percebeu de imediato que a disposição de Carnelo estava completamente diferente da que demonstrara no dia anterior e, pelo canto do olho, deu uma rápida inspecionada em Florença.

Parece que o velho Hugo estava coberto de razão. O mau humor recente de Carnelo de fato devia-se a problemas conjugais, e, a julgar pela cena, as coisas pareciam ter se acalmado.

Aproveitando o ensejo, o Diretor Faria mencionou o ocorrido do dia anterior.

Com um tom brando e cortês, Carnelo respondeu:

— Peço desculpas. Tive um contratempo ontem, mas podemos discutir todos os detalhes na segunda-feira. Pedirei ao Nanto que entre em contato com o seu secretário para confirmar o horário exato.

O Diretor Faria acenou com pressa e entusiasmo:

— Perfeito, perfeito.

Pela conversa dos dois, Florença conseguiu entender exatamente o que Carnelo andou tramando no dia anterior.

Logo depois, Carnelo levou Florença pela mão, guiando-a para fora.

O Diretor Faria acompanhou-os com os olhos até sumirem e, finalmente, suspirou de alívio.

Ao chegarem ao estacionamento.

Carnelo notou os óculos de sol estirados no chão e disse para Florença:

— Lembre-se de avisar ao seu irmão quando chegar em casa hoje à noite que ele vai ter que me indenizar por isso.

Florença também viu os óculos caídos e argumentou:

— É só você ir lá e pegá-los.

— Como eu vou pegar se caíram no chão? De um jeito ou de outro, ele vai ter que pagar.

Florença lançou um olhar cortante para o homem, impressionada com tamanha imaturidade em discutir um assunto tão fútil.

— Então vá você mesmo cobrar.

Chegaram até o carro.

Carnelo abriu a porta para ela:

— Se você pedir a indenização, ele com certeza vai pagar. Se eu for, não há garantia nenhuma.

Florença acomodou-se no veículo sem gastar saliva com uma resposta para aquela conversa estúpida.

Carnelo deu uma leve risada, fechou a porta, deu a volta rápida pela frente do carro, tomou o seu lugar, acelerou e partiu dali.

— Para onde você quer ir?

Os olhos escuros de Carnelo ganharam um tom sombrio. Ele deu um passo para a frente, segurou-a pela mão e, com um sorriso, disse:

— Andar de mãos dadas, pelo menos, é permitido.

Florença fez um movimento para soltar sua mão, mas Carnelo não abriu a guarda:

— Vamos!

Ao chegarem aos estábulos.

Um dos funcionários conduziu até eles um cavalo negro formidável, com a pelagem brilhando e músculos proeminentes. A postura do animal exalava realeza; era austero, e seu olhar carregava uma selvageria imponente, evidenciando tratar-se de uma fera que não se curvava a qualquer um.

Carnelo aproximou-se para acariciá-lo. O cavalo negro, de forma mansa, esfregou a cabeça contra ele. O rosto do homem assumiu uma expressão doce e acolhedora:

— Sinto muito, passou um bom tempo desde a minha última visita.

O fato de se desculpar com um animal demonstrava claramente o afeto sincero que ele nutria pelo belo cavalo negro.

Virando-se para Florença, Carnelo declarou:

— Levei um mês inteiro até conseguir domar o Trovão. Antes disso, nenhum homem havia sido capaz de fazê-lo se submeter.

Ao ouvir aquelas palavras, Florença percebeu de imediato o claro tom de ostentação.

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