— Ainda não. Quando chegar o momento certo, terei uma boa conversa com ela — disse Valéria Lopes.
— Entendo.
— A que horas termina a aula de Katharine?
Fernanda também tinha vindo naquele dia para brincar com Katharine.
— Termina por volta das quatro e meia. Assim que a aula acabar, eu a aviso e peço para Fausto Paiva ir buscá-la.
— Combinado.
Valéria não exigia muito de Fernanda; só queria que a filha fosse feliz.
No entanto, Florença aconselhara que certas habilidades deveriam ser cultivadas desde cedo nas meninas, especialmente a educação financeira. Era preciso ter uma visão de mundo ampla para que, ao crescer, pudessem planejar melhor o próprio futuro. Afinal, as crianças crescem e não podem depender dos mais velhos para tudo.
Ouvindo as palavras de Florença, Valéria concordou que faziam sentido. Pensou em conversar com seu irmão depois para ajudarem a ampliar os horizontes da menina, evitando que ela caísse nas garras de algum canalha no futuro. Claro, tudo dependeria do interesse da própria Fernanda.
À noite, decidiram fazer um churrasco no quintal, aproveitando para preparar as lagostas e os frutos do mar que tinham em casa.
Por volta das quatro da tarde.
Florença ligou para Carnelo e perguntou:
— A que horas termina a aula de Katharine?
— Daqui a meia hora — respondeu Carnelo.
— Então vou pedir para Fausto Paiva ir buscá-la. A Fernanda está aqui e quer brincar com ela — disse Florença.
— Tudo bem — concordou ele.
— Certo.
Assim que a palavra foi dita, a conversa cessou.
Um silêncio repentino e pesado tomou conta da linha.
— Vou desligar agora — avisou Florença.
Carnelo não disse nada.
Ela encerrou a chamada em seguida. Colocando o celular de lado, ficou sentada no sofá, com os olhos baixos, imersa em seus pensamentos.
Luciele aproximou-se trazendo alguns petiscos que ela mesma havia assado. Vendo Florença sentada imóvel e distante, perguntou:
— O que foi, Florença?
Florença disfarçou, afastando-se de seus devaneios, e respondeu:
Carnelo deu a volta no carro, abriu a porta do passageiro, ajudou Katharine a descer e caminhou na direção de Florença.
— Mamãe! — chamou Katharine.
Florença, parada nos degraus, observou pai e filha se aproximando. Carnelo parou bem na sua frente, e os olhares dos dois se cruzaram.
— Amanhã de manhã eu levo a Katharine para a escola — avisou Florença.
Antes que Carnelo pudesse responder, Katharine interveio:
— Mamãe, deixa o papai jantar com a gente hoje, por favor? O papai nunca jantou na casa da vovó. Depois de comer, a gente vai embora juntos.
Florença foi pega de surpresa. Ela baixou os olhos para a filha, que a encarava com um olhar cheio de esperança, e depois lançou um olhar para Carnelo.
O rosto bonito de Carnelo permaneceu impassível. Ele não disse nada de imediato, apenas observou Florença, percebendo claramente que ela não sabia como lidar com o pedido da menina.
— Hoje os amigos da mamãe estão aí, então não é conveniente para o papai entrar — disse Carnelo, voltando-se para Katharine. — O papai vai ficar esperando por você aqui fora.
Florença olhou para ele.
— Vá entrar com a sua mãe! — incentivou ele.
— Está bem, então... — resmungou Katharine, meio a contragosto.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Coração Refeito: A Trajetória de Uma Hérói
Quando vai ser liberado o restante, do livro...
Continua depois do 1121, como faço para acabar de ler?...
Quantos capítulos tem o romance?...
Cadê os 5 chaps Day????...
Quando será liberado os capítulos...
Quando será liberado novos capítulos????? Me responda por favor...
Quando teremos novos capítulos?...
quando serão publicados novos capítulos?...
Adoro...