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Coração Refeito: A Trajetória de Uma Hérói romance Capítulo 1115

Há algum tempo sem ir à empresa, o acompanhamento dos projetos de pesquisa e desenvolvimento se acumulou, exigindo que ele processasse uma montanha de trabalho. Ele passou a manhã inteira trabalhando e, até aquele momento, ainda não havia almoçado.

Benício foi conduzido pelo assistente até o escritório de Darlan.

Darlan ainda estava com a equipe de pesquisa, revisando diversos parâmetros técnicos.

Após continuar focado até as duas e meia da tarde, ele retornou ao escritório e encontrou Benício.

— Irmão, por que você veio?

— Já comeu?

— Sim, já.

Na verdade, ele tinha apenas engolido dois pães rápidos há pouco.

— Vim te perguntar algumas coisas.

Darlan caminhou até o sofá, sentou-se e ficou aguardando as perguntas.

— Diga logo, qual é a situação entre você e Lia?

— Não há situação nenhuma, só espero que ela possa trabalhar e viver como uma pessoa normal.

Com os olhos negros e cortantes fixos nele, Benício disparou:

— Você gosta dela?

Aquela pergunta pegou Darlan de surpresa. Encarando os olhos do irmão, ele hesitou por um instante antes de abaixar o olhar e murmurar:

— Eu não sei.

A imagem dela sob a luz do sol, tocando o violino com tanta entrega, voltou à sua mente. Ela deveria ser como aquele sol radiante, não um pássaro aprisionado e desprovido de vida.

— E se eu pedir para você mandar Lia de volta para a família Castellani agora?

Darlan ergueu os olhos e o encarou em silêncio.

— Você pode protegê-la por um tempo, mas não pela vida inteira. Ela sempre fará parte da família Castellani.

— O tempo que eu conseguir protegê-la já é o suficiente. Hadrian entrou em contato com você, irmão?

— Entrou, e pediu para eu te convencer a entregá-la por vontade própria. A paciência dele está se esgotando.

Darlan soltou um riso sarcástico.

Após a partida de Benício, Darlan permaneceu sentado no sofá, cabisbaixo e silencioso. Era impossível decifrar o que se passava em sua cabeça naquele instante.

Benício entrou no carro e, no trajeto de volta para a empresa, recebeu uma ligação de Tereza, que já havia deixado o Parque Tropical.

Antes mesmo de ela falar, Benício adiantou-se:

— Conheceu Lia?

— Sim, conheci. Ela é, de fato, deslumbrante, mas não passa de um enfeite. Não há a menor comparação com Priscila. Não consigo entender que tipo de criação a família Castellani deu a ela todos esses anos.

Benício não disse nada, deixando que ela continuasse.

— Pelo que percebi, as intenções de Florença são juntar Darlan e Lia. Mas, na minha visão, Lia não está nem de longe à altura de Darlan. Amor, você acha que devíamos avisar a mãe sobre isso?

— Por enquanto não. Vamos deixar que eles se resolvam!

Tereza ficou desconcertada.

— Como assim, amor?

— Se Darlan realmente gosta de Lia, você acha que nós temos o poder de impedi-lo?

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