Carnelo encarou o rosto furioso da mulher. Ela parecia não o reconhecer de jeito nenhum. Naquele momento, ele tinha vontade de esganá-la; nunca estivera tão irritado na vida.
— Venha comigo — a voz do homem soava sinistra.
— Por que eu deveria ir com você? — retrucou Florença.
Os olhos de Carnelo fervilhavam como um mar tempestuoso.
— Do que você está brincando, Florença? Pare de fingir.
Florença o encarou com os olhos arregalados. O homem emanava uma aura de perigo extremo, e seu olhar parecia querer cortá-la em pedaços. Ela se esforçava para reprimir o pânico que brotava em seu peito.
Rodrigo apoiou-se na cadeira e levantou-se.
Florença virou o rosto para ele, notando o traço de sangue no canto da boca do rapaz.
— Professor.
Florença tentou se desvencilhar das garras do homem.
Logo em seguida.
Seu corpo foi erguido bruscamente no ar, sendo carregada nos braços dele.
— O que você está fazendo? Me solte!
Carnelo a prendeu com firmeza contra o peito, virou as costas e começou a caminhar.
Douglas Dutra, que acabara de se aproximar, ficou pasmo ao ver Carnelo. Observar o homem caminhando em sua direção com Florença nos braços e uma expressão tão ameaçadora e gélida o deixou aterrorizado e sem palavras.
— Sr... Sr. Marques...
Com o semblante fechado, Carnelo passou reto sem desviar o olhar, carregando a mulher. Seu assistente o seguiu logo atrás.
As pessoas ao redor assistiam à cena paralisadas, como se tivessem sido petrificadas.
Rodrigo franziu a testa, acompanhando com o olhar a figura do homem que se afastava.
Carnelo levou Florença até a porta do quarto.
O assistente abriu a porta com o cartão magnético e a fechou logo em seguida.
Ele empurrou a mulher contra a cama, imobilizando-a.
Neste momento, Florença estava tão apavorada que não ousava mover um músculo. A aura opressora e intimidadora que o homem exalava a deixava em estado de pânico.
De repente.
A mão forte e pesada do homem envolveu seu pescoço. Florença não conseguiu conter o tremor no corpo.
Carnelo estreitou os olhos escuros, rangendo os dentes de pura ira. Ele enterrou o rosto no pescoço da mulher e cravou os dentes em sua pele.
— Ah!
Florença gritou de dor, sentindo a pontada aguda como se a carne de seu pescoço estivesse sendo rasgada.
Ela esticou as mãos para empurrá-lo, mas o corpo do homem pesava sobre ela como uma montanha de chumbo; não conseguia movê-lo nem um centímetro.
— Me solta... Ah!
A dor era excruciante, como se ele quisesse arrancar um pedaço dela, e podia ouvir claramente o som da sucção do homem ao seu ouvido.
Carnelo a mordia até que o forte gosto de ferro inundasse sua boca. Ele a soltou devagar, observando o sangue que escorria pelo pescoço pálido e delicado dela.
Dez minutos depois.
O assistente retornou com pomadas próprias para gestantes, trazendo também a bagagem de Carnelo.
Carnelo pegou as coisas e fechou a porta. Caminhou até a beira da cama, abriu a embalagem e se preparou para aplicar o remédio nela.
— Eu faço isso.
Ele a encarou, com a fúria ainda ardendo no fundo dos olhos. Florença recuou, tomada por uma irritação indescritível, e virou o rosto com a expressão fechada.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Coração Refeito: A Trajetória de Uma Hérói
Quando vai ser liberado o restante, do livro...
Continua depois do 1121, como faço para acabar de ler?...
Quantos capítulos tem o romance?...
Cadê os 5 chaps Day????...
Quando será liberado os capítulos...
Quando será liberado novos capítulos????? Me responda por favor...
Quando teremos novos capítulos?...
quando serão publicados novos capítulos?...
Adoro...