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Crise Conjugal romance Capítulo 7

“Senhora, o presidente realmente não teve tempo ultimamente. Ele acabou de concluir uma grande aquisição e a nova empresa está cheia de problemas financeiros.”

Eu não falei mais nada, pois eu sabia que Glauber estava muito ocupado. Nestes últimos três anos, ele esteve tão atarefado que chegou a esquecer nosso aniversário de casamento e até mesmo o meu aniversário.

Em cada feriado, eu passava sozinha em casa.

“Tudo bem, se ele voltar, poderia me avisar por telefone?”

“Senhora, não precisa se preocupar.”

Desliguei o telefone e fiquei olhando distraída o movimento das pessoas no Cartório de Registro Civil. Os casais recém-casados exibiam sorrisos em seus rostos, enquanto os que acabavam de se divorciar passavam um pelo outro como estranhos, como se o outro fosse um ser repulsivo, querendo evitar qualquer contato.

Peguei o celular e comecei a olhar os anúncios de emprego das empresas próximas.

Meu currículo já estava pronto há tempos. Eu precisava encontrar um trabalho primeiro.

Na universidade, cursei canto, mas o ocorrido com Walquiria me fez temer cantar.

Hoje em dia, eu não ousava cantar uma única música, então minha formação parecia não ter mais utilidade.

Baixei os olhos e, calmamente, continuei pesquisando as empresas. Encontrei uma de porte médio, com uma vaga de assistente para o diretor. Não exigiam formação específica, apenas haviam colocado requisitos de altura, peso e aparência.

Enviei meu currículo e, em três minutos, eles ligaram me convidando para uma entrevista à tarde.

Nunca havia trabalhado antes, nem compreendia as possíveis complicações do mercado de trabalho. No início, até pensei que pudesse ser um golpe.

Mas, quando realmente me sentei diante da entrevistadora, a mulher olhou para mim, avaliou minha aparência e assentiu: “Quando pode começar a trabalhar?”

Fiquei um pouco surpresa. “Mas a senhora nem perguntou sobre minha qualificação profissional.”

“Você é formada em música, o que mais poderia ter de especialização? Esse cargo é basicamente para acompanhar o diretor em eventos sociais. O salário é alto, mas é um trabalho que depende da juventude. Pense bem.”

“Está bem.”

Fui conduzida para iniciar o processo de admissão e, ao encontrar o diretor, percebi que era um conhecido.

“Sei.”

“Então está certo. Que honra ter a ex-esposa do presidente do Grupo Prudente como minha motorista.”

“Eu já me divorciei do Glauber.”

Eduardo estreitou os olhos e sorriu. “Ah, claro, caso contrário, ele nunca deixaria uma mulher tão bonita livre por aí. Você pode começar agora mesmo. Hoje à noite, vai comigo a um evento. Adianto metade do salário para você, que tal?”

Eu não sabia como Eduardo percebeu que eu precisava de dinheiro, mas ele estava certo.

Baixei os olhos e respondi: “Está bem.”

Logo fui levada para completar os trâmites e ainda me designaram uma estação de trabalho.

Comecei a sentir que estava com febre, meu corpo ficava cada vez mais quente.

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