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Da prisão ao Topo: A Era dela na TI romance Capítulo 140

Pâmela respondeu:

— Em um momento oportuno, por que não? Por exemplo, quando o projeto deles estiver prestes a ser lançado, atrasar um pouco o progresso seria uma opção.

Evaldo ficou sem palavras.

Nossa, ela aprendeu a ser má.

Já estava usando a própria situação para atacar a concorrência.

Quando ela aprendeu isso?

Contudo, Evaldo relaxou sua expressão tensa, e um sorriso apareceu em seu rosto.

— Podemos soltar uma cortina de fumaça para ele.

Dizendo isso, ele abaixou a cabeça para comer, como se para esconder o sorriso de Pâmela.

Sandro não descobriu nada. Naquela noite, ele não fez horas extras e, no tempo livre, sua mente foi consumida pelo desejo de descobrir o que havia acontecido com Pâmela.

Que tipo de situação exigiria uma ambulância?

E que tipo de situação impediria que até mesmo ele encontrasse o prontuário dela?

Depois de muito pensar, Sandro desistiu de especular e simplesmente comprou um novo chip de celular para ligar diretamente para Pâmela.

Hoje em dia, sempre que Pâmela via uma chamada de um número desconhecido, ela já sabia que era alguém da família Castro ou Sandro.

Então, ela simplesmente não atendeu.

Se Sandro estava investigando, significava que Allan havia contado a ele.

Não era preciso pensar muito para saber que eles não estavam preocupados com sua saúde, mas sim querendo saber se, caso ela estivesse doente, isso afetaria a possibilidade de ter um segundo filho.

Talvez essa fosse a única razão pela qual sua saúde lhes interessava.

Pâmela não precisava desse tipo de preocupação.

Seu corpo não era mais adequado para uma gravidez, então ela não podia dar a eles a resposta que queriam.

A situação atual era a melhor possível.

Sandro trocou de chip várias vezes, mas todos acabaram na lista de bloqueio de Pâmela.

Na manhã seguinte, o carro de Sandro estava estacionado em frente à empresa de Pâmela.

Por uma infeliz coincidência, ele bloqueou o carro dela.

Pâmela, resignada, pediu a Melissa para estacionar seu carro e entrou no banco de trás da Rolls-Royce de Sandro.

— Você tem cinco minutos. Diga o que tem a dizer rapidamente. Eu não tenho muito tempo.

Dizendo isso, Pâmela pegou o celular e começou a cronometrar.

Sandro nunca entendeu por que a atitude de Pâmela em relação a ele mudou tanto depois de sair da prisão.

Antes, ela sempre encontrava maneiras de estar perto dele, de persegui-lo.

E sempre tinha algo a dizer. Mas agora, a maneira como ela olhava para o tempo no celular, sem querer lhe dar um segundo a mais, a tornava uma completa estranha para ele.

— Você mudou.

Depois de uma noite inteira de ligações rejeitadas, a primeira coisa que Sandro disse a Pâmela foi “você mudou”.

Sandro disse:

— Você ainda está nos culpando por não termos nos importado quando você estava na prisão? Nós nos preocupamos com você. Havia uma razão para não irmos à prisão, mas as providências que deveriam ser tomadas não foram negligenciadas. Pâmela, você não tem suas próprias habilidades e contatos? Você pode investigar e ver se nós simplesmente a abandonamos na prisão.

Pâmela olhou para Sandro. Então ele também tinha feito “providências”.

Parece que cada sofrimento que ela passou na prisão não foi obra de uma única pessoa.

Todos eram culpados.

— Sandro, você quer discutir sobre o meu tempo na prisão? Desde que saí, você nunca tocou no assunto. Não é porque se sente culpado?

— Sua esposa, a mãe do seu filho, esteve na prisão. Você não acha que essa mancha nunca poderá ser apagada? Que ela sempre te seguirá? A menos que nos divorciemos, cortemos todos os laços, e eu nunca mais veja Oscar. Só assim você se sentirá livre dessa culpa.

As palavras de Pâmela se tornavam cada vez mais afiadas, e o rosto de Sandro ficava cada vez mais sombrio.

Ela estava certa. Cada palavra era como uma agulha, perfurando o coração de Sandro.

Era por isso que Sandro nunca a visitou nem lhe ofereceu uma única palavra de conforto em dois anos.

Pâmela observou a expressão de Sandro com um sorriso de escárnio.

— Que patético. Você ainda se lembra de como era antes? O gênio inalcançável, o melhor aluno, capaz de se destacar em tudo o que fazia.

— Agora, você precisa depender da habilidade de uma mulher. Eu nunca esquecerei o que você disse: “Roberta é um talento importante para a empresa”.

A porta do carro ainda estava trancada. Sandro, já enfurecido por Pâmela, a encarou com fúria nos olhos.

— E é por isso que você se jogou nos braços de outro homem para se vingar de mim?

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