— Originalmente, eu poderia manipular os projetos para fazer o Grupo Castro sofrer um grande golpe financeiro. — Disse Roberta.
— Mas agora, a maioria das ações do grupo não está em nossas mãos?
— Se eu fizer isso, desperdiçaremos nosso próprio dinheiro.
— Quando chegar a hora dos dividendos no final do ano, se houver prejuízo, como cobriremos o rombo das ações que compramos com tanto dinheiro?
— Mãe, eu pensei nisso. Não podemos dar um tiro no próprio pé.
— Matar a sede com veneno não é uma opção.
— Acho que só posso atacar o novo projeto que o Allan quer montar agora. Se eu cortar esse novo projeto, talvez ele venha me implorar.
Natália assentiu.
— Não entendo das coisas do seu trabalho, você decide. Desde que faça a família Castro ver seu valor novamente, está ótimo.
— Faça com que todos fiquem do seu lado e acelerem seu casamento com o Sandro.
— A Pâmela provavelmente conta com a preocupação do Sandro, mesmo divorciada, para ser tão arrogante e sem escrúpulos.
— Assim que você se casar com o Sandro, que status ela terá?
— Mãe, chega de conversa. Vou me atrasar para o trabalho. Já vou indo. — Roberta interrompeu.
— Você nem tomou café! — Exclamou Natália. — Quer que eu embrulhe para você levar?
— Não precisa. Estou cheia de raiva, não consigo comer. Se eu sentir fome, peço comida no escritório. Não se preocupe.
Roberta terminou de falar, pegou suas coisas e desceu.
Ao sair, deu de cara com um Rolls-Royce parado na porta da família Castro.
Roberta nem conseguia tirar seu carro da garagem.
Ela não reconheceu o veículo. Estava pensando de quem seria aquele carro, uma edição limitada e personalizada, muito mais caro que o de Sandro.
De repente, viu Pâmela sair carregando uma bolsa e caminhar diretamente para o carro.
Ao passar por ela, Pâmela sorriu levemente.
— Vieram me buscar para ir trabalhar. Srta. Salazar, quer uma carona?
Roberta rangeu os dentes de inveja e sussurrou:
— Não preciso.
Ela lembrava que Pâmela tinha um superesportivo caríssimo. Aparentemente, depois de adoecer, parou de dirigir.
No Rolls-Royce, o motorista já havia descido para abrir a porta para Pâmela.
Com luvas brancas, ele protegeu a cabeça dela ao entrar. Pâmela olhou para Roberta com um sorriso zombeteiro, não disse mais nada e entrou.
O fato de não ter dito nada fez com que o silêncio parecesse um xingamento sujo.
Roberta segurou a respiração, pensando que depois faria Sandro vir buscá-la pessoalmente.
De qualquer forma, ela não queria dirigir os carros velhos da família Castro.
Assim que o carro de Pâmela saiu, Allan saiu dirigindo seu carro.
— Roberta, você não está de carro? Algum motorista veio te buscar?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Da prisão ao Topo: A Era dela na TI
Por favor. Poderiam desbloquear os capítulos gratuitos?Desde o dia 02/06...
Não terá atualização do capítulos gratuitos?...