Ele tinha amor, mas esse amor não foi dado à mãe dela.
Não amava, mas teve três filhos. Quanta crueldade!
Olhando para seu pai canalha, Pâmela não se arrependeu nem um pouco de seu plano.
Os dois irmãos viram que o velho prometeu repor o dinheiro e não puderam dizer mais nada.
Afinal, o argumento fazia sentido. Brigar tanto por causa de alguns milhões, se alguém ouvisse ou se espalhasse, confirmaria os boatos externos.
Além disso, os irmãos supunham que, se o velho falava assim, ele devia ter um jeito. Tendo administrado o grupo por tantos anos, talvez tivesse suas reservas pessoais e fundos abundantes.
No entanto, Pâmela, que já havia investigado tudo, sabia muito bem.
Seu velho pai tinha sim suas reservas pessoais, mas elas não eram lá grandes coisas.
Ao longo dos anos, ele usou esse dinheiro para subsidiar Natália e Roberta, e para a educação de Roberta. Ele gastou bastante.
Afinal, antigamente a vovó controlava o dinheiro da família com rigor.
Foi só depois que a vovó sofreu o acidente e ficou em estado vegetativo que o poder econômico mudou de mãos.
Mudou de mãos, mas ainda estava na conta conjunta do pai e dos filhos.
Sem a vovó como pilar de sustentação, o Grupo Castro não era mais como antes. Entrava menos dinheiro do que saía, e o déficit econômico era considerável.
Provavelmente Natália também não esperava que a fonte de renda na qual ela se agarrou com tanta força estivesse se tornando uma casca vazia.
Só que, ao ouvir Tomas falar aquilo, Natália sentiu que ele ainda tinha poder.
Natália e Roberta ficaram mais tranquilas, pensando que Tomas tinha suas reservas.
Apenas Pâmela, que voltou a sentar no sofá para comer frutas, soltou um riso frio e discreto. Os dias bons da família Castro provavelmente estavam chegando ao fim.
Pâmela disse:

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Da prisão ao Topo: A Era dela na TI
Por favor. Poderiam desbloquear os capítulos gratuitos?Desde o dia 02/06...
Não terá atualização do capítulos gratuitos?...