— Ofélia, você está dizendo que quer ir para a cadeia comigo?
— Você já tem uma certa idade e esteve ao lado da minha avó por tantos anos.
— Você nunca passou por dificuldades na vida.
— Você ao menos sabe como é a prisão?
Ofélia não parava de chorar.
— Eu não sei como é a prisão.
— Mas você está doente, Srta. Pâmela.
— Como você suportaria ir para a cadeia sozinha?
Pâmela deu um passo à frente e a abraçou com força.
— Ofélia, muito obrigada.
— Só de saber que você tem essa intenção, eu já me sinto extremamente grata.
— Meu pai e meu irmão me abandonaram, mas você está disposta a ir para a cadeia comigo.
A governanta retribuiu o abraço, aos prantos.
— Você também não merece isso, Srta. Pâmela.
— Você viveu a melhor das vidas desde pequena, nunca teve que suportar tamanho sofrimento.
Pâmela afagou as costas dela suavemente.
— Ofélia, eu não vou voltar para a cadeia.
— Eu não farei isso novamente.
— Eu não fiz nada de errado.
— Os verdadeiros culpados são outros, nunca fui eu.
— Da última vez, eu fui muito tola.
— Quando todos eles se uniram contra mim, eu simplesmente me recusei a aceitar.
— Eu acreditava que a situação iria se reverter e que eles se arrependeriam.
— Mas agora eu compreendo tudo com clareza.
— Não haverá reviravolta e ninguém se importa genuinamente comigo.
— Portanto, desta vez, não serei idiota a ponto de me entregar novamente.
— Fique tranquila, eu não irei para a cadeia e você também não.
Ofélia enxugou as lágrimas e olhou para Pâmela com esperança e dúvida.
— Srta. Pâmela, isso é mesmo verdade?
— Mas desta vez, Roberta perdeu a criança que esperava.
— Como ela deixaria isso passar impune?
— E se ela insistir em levar isso até as últimas consequências?
— Além disso, seu pai também está do lado dela e não demonstra o menor afeto paternal.
— Ele já expulsou você de casa por causa daquela mulher.
— Com certeza ele vai dar ouvidos a Roberta e tentar humilhar você severamente.
Pâmela sorriu com desdém.
— Ofélia, vamos conversar em outro lugar.
— Não é apropriado ficarmos ocupando o espaço da delegacia.
Ofélia ficou atônita.
— Srta. Pâmela, nós já podemos ir embora?
Pâmela soltou uma risada leve.
— É claro.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Da prisão ao Topo: A Era dela na TI
Por favor. Poderiam desbloquear os capítulos gratuitos?Desde o dia 02/06...
Não terá atualização do capítulos gratuitos?...