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Da prisão ao Topo: A Era dela na TI romance Capítulo 407

— Ofélia, você está dizendo que quer ir para a cadeia comigo?

— Você já tem uma certa idade e esteve ao lado da minha avó por tantos anos.

— Você nunca passou por dificuldades na vida.

— Você ao menos sabe como é a prisão?

Ofélia não parava de chorar.

— Eu não sei como é a prisão.

— Mas você está doente, Srta. Pâmela.

— Como você suportaria ir para a cadeia sozinha?

Pâmela deu um passo à frente e a abraçou com força.

— Ofélia, muito obrigada.

— Só de saber que você tem essa intenção, eu já me sinto extremamente grata.

— Meu pai e meu irmão me abandonaram, mas você está disposta a ir para a cadeia comigo.

A governanta retribuiu o abraço, aos prantos.

— Você também não merece isso, Srta. Pâmela.

— Você viveu a melhor das vidas desde pequena, nunca teve que suportar tamanho sofrimento.

Pâmela afagou as costas dela suavemente.

— Ofélia, eu não vou voltar para a cadeia.

— Eu não farei isso novamente.

— Eu não fiz nada de errado.

— Os verdadeiros culpados são outros, nunca fui eu.

— Da última vez, eu fui muito tola.

— Quando todos eles se uniram contra mim, eu simplesmente me recusei a aceitar.

— Eu acreditava que a situação iria se reverter e que eles se arrependeriam.

— Mas agora eu compreendo tudo com clareza.

— Não haverá reviravolta e ninguém se importa genuinamente comigo.

— Portanto, desta vez, não serei idiota a ponto de me entregar novamente.

— Fique tranquila, eu não irei para a cadeia e você também não.

Ofélia enxugou as lágrimas e olhou para Pâmela com esperança e dúvida.

— Srta. Pâmela, isso é mesmo verdade?

— Mas desta vez, Roberta perdeu a criança que esperava.

— Como ela deixaria isso passar impune?

— E se ela insistir em levar isso até as últimas consequências?

— Além disso, seu pai também está do lado dela e não demonstra o menor afeto paternal.

— Ele já expulsou você de casa por causa daquela mulher.

— Com certeza ele vai dar ouvidos a Roberta e tentar humilhar você severamente.

Pâmela sorriu com desdém.

— Ofélia, vamos conversar em outro lugar.

— Não é apropriado ficarmos ocupando o espaço da delegacia.

Ofélia ficou atônita.

— Srta. Pâmela, nós já podemos ir embora?

Pâmela soltou uma risada leve.

— É claro.

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