— Não vou esconder nada de vocês: o pai de vocês realmente não me dava muito dinheiro.
— Ele ajudava nós duas no passado, é verdade, mas isso foi só na época em que a Roberta estudava. Depois que ela começou a trabalhar, ele parou de dar.
— Se não acreditam, podem conferir as contas.
— Allan, Ronaldo, se eu tivesse como conseguir esse dinheiro, acham mesmo que eu não salvaria o pai de vocês?
— Mas eu não tenho dinheiro nenhum. Não estou mentindo, é a pura verdade.
Mesmo com Natália apelando para esse discurso, Allan não acreditou.
Pelo contrário, ver todo aquele choro só o deixou mais irritado.
— Chega, Sra. Salazar, pare de chorar.
— Se vocês não vão colocar dinheiro, então nós não temos como tirar essa quantia da empresa agora.
— Os recursos da empresa não podem ser movimentados desse jeito, de qualquer maneira.
— A única solução vai ser pegar dinheiro emprestado fora. Mas esse empréstimo terá que ser feito em nome dos quatro, não só no meu e no do Ronaldo.
A primeira reação de Roberta foi:
— Pegar empréstimo com banco?
Allan respondeu:
— Banco? A empresa já esgotou o limite de crédito com os bancos este ano. Vamos ter que pegar dinheiro com terceiros. E, claro, os juros vão ser muito mais altos do que os bancários.
— Mas não tem outro jeito. Eu sozinho não consigo levantar tanto dinheiro. Não podemos deixar o papai apodrecendo lá dentro, podemos?
Ao ouvir isso, mãe e filha entenderam que eles pretendiam recorrer a agiotas.
Um olhar de preocupação surgiu imediatamente nos olhos delas.
Natália disse:
— Allan, você é o filho mais velho da família. Como seu pai não está em casa, é natural que você assuma a responsabilidade.
— Mas você sabe que esta sua madrasta aqui não trabalha, então não tem renda.
— E a sua irmã, com o salário que ganha num ano, mal consegue se sustentar.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Da prisão ao Topo: A Era dela na TI
Por favor. Poderiam desbloquear os capítulos gratuitos?Desde o dia 02/06...
Não terá atualização do capítulos gratuitos?...