Enquanto isso, na empresa de Pâmela, o clima era completamente diferente.
Apesar da pressão externa, o ritmo interno seguia intenso e bem organizado.
As equipes trabalhavam em sincronia, e o novo produto avançava para a fase final do lançamento.
Pâmela tinha acabado de sair de uma reunião técnica quando Melissa se aproximou com o tablet nas mãos.
— Senhora Castro, os números de engajamento cresceram mais do que o previsto. O alcance da marca praticamente dobrou nestes últimos dias.
Pâmela passou os olhos pelos gráficos e deu um leve sorriso.
— Era exatamente isso que eu queria.
Melissa ainda parecia um pouco tensa.
— Mas os comentários continuam agressivos. Tem muita gente atacando a sua imagem pessoal.
Pâmela devolveu o tablet:
— Ataque vazio, sem prova concreta, só dura enquanto entretém. O público se cansa rápido.
— O importante é que agora todos estão olhando para nós.
Melissa assentiu, mas continuava admirada com a frieza de Pâmela.
Qualquer outra pessoa, diante de uma campanha tão violenta de difamação, já teria se desestabilizado.
Ela, no entanto, parecia usar o caos como se estivesse mexendo peças num tabuleiro.
Foi então que Sérgio apareceu à porta, apressado.
— Senhora Castro, a equipe de distribuição quer confirmar a programação de entrega. E os pontos de venda querem uma posição final sobre a data do anúncio oficial.
Pâmela respondeu sem hesitar:
— Mantemos a data.
— Não adiem nada por causa do barulho lá fora.
— Se recuarmos agora, vai parecer que estamos acuados.
Sérgio assentiu na mesma hora.
— Entendido.
Depois que ele saiu, Melissa comentou:
— Às vezes eu realmente me pergunto se a senhora sente medo.
Pâmela sorriu de canto.
— Sinto, sim.
Melissa se surpreendeu:
— Sente?
— Claro. Só que medo não serve para me paralisar. Serve para me manter lúcida.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Da prisão ao Topo: A Era dela na TI
Por favor. Poderiam desbloquear os capítulos gratuitos?Desde o dia 02/06...
Não terá atualização do capítulos gratuitos?...