Antes mesmo de chegarem à empresa, Allan os alcançou.
— Pâmela, Raulino, esperem por mim.
Pâmela olhou para trás e o viu, enquanto Raulino franziu a testa:
— Desde a última vez que ele esteve em Verdejante, eu já achava que esse Allan não sabia dar valor à própria irmã.
— Só agora percebo que ele e o pai são farinha do mesmo saco.
— Como a tia Viviana, uma mulher tão maravilhosa, que deu à luz alguém tão incrível quanto você, Pâmela, pôde ter um filho como ele?
— Pelo visto, a genética da família Castro não é lá grandes coisas.
Allan já havia se aproximado, e Raulino não fez questão nenhuma de abaixar a voz, deixando que ele ouvisse tudo perfeitamente.
Naquele momento, Allan ficou visivelmente constrangido.
— Raulino, eu e meu pai temos opiniões muito diferentes sobre várias coisas.
— Algumas situações podem ter gerado mal-entendidos.
— Houve muita confusão em casa ultimamente, e acabei agindo sem muita margem de escolha.
— Mesmo que digam que os laços foram cortados, Pâmela sempre será minha irmã de sangue no meu coração.
— Vocês são parentes da minha mãe e, naturalmente, também são minha família.
Pâmela revirou os olhos. Allan realmente não dava ponto sem nó.
Ele havia percebido o futuro promissor da família Castilho e enxergava isso com muita clareza.
No entanto, Pâmela só sentia vontade de rir. Quando ela foi expulsa de casa, Allan não pareceu estar com tanta pressa para defendê-la.
Raulino não teve papas na língua e foi direto, sem demonstrar o menor respeito:
— Senhor Castro, quando nós, os bárbaros da família Castilho, estivermos conversando, não se meta. A família Castro é da alta sociedade; nós não temos a menor pretensão de nos igualar a vocês.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Da prisão ao Topo: A Era dela na TI
Por favor. Poderiam desbloquear os capítulos gratuitos?Desde o dia 02/06...
Não terá atualização do capítulos gratuitos?...