Sérgio estava a postos ao lado de Evaldo naquele dia e, ao ouvir aquelas palavras, não resistiu a comentar:
— Senhor, com o peso dessa jogada, a família Castro não vai ter a menor chance de sobreviver.
Evaldo lançou-lhe um olhar de lado, e Sérgio emendou:
— Vai ser um massacre. A família Castro nunca imaginaria, nem no pior pesadelo, que aquele grupinho medíocre deles acabaria provocando a ira de um titã do mercado internacional como o senhor.
Percebendo que a expressão de Evaldo escurecia, Sérgio mudou o tom rapidamente:
— Mas a culpa não é sua, eles cavaram a própria cova, bem feito! Quem mandou atormentarem a Sra. Castro por tanto tempo?
Afinal, com anos de experiência ao lado do patrão, Sérgio conhecia seus gatilhos perfeitamente; foi essa intimidade que o fez acertar na mosca.
A expressão de Evaldo suavizou um pouco. Ele não estava mirando a família Castro por mero capricho; a culpa era unicamente deles.
Por quanto tempo eles abusaram da boa vontade de Pâmela? Acharam mesmo que ela não tinha ninguém para protegê-la?
Obviamente, Pâmela não era do tipo que aceitaria humilhações calada.
Ela já tinha o próprio plano traçado havia muito tempo, apenas o mantinha em espera por estar focada em compromissos mais urgentes.
Evaldo até poderia dar o golpe fatal e enterrar a família Castro de uma vez por todas, mas queria deixar alguns restos para que a própria Pâmela se divertisse depois.
No instante exato, Evaldo deu a ordem. A equipe inteira entrou em ação de forma sincronizada.
Na sala da presidência, a família Castro já comemorava com as taças nas mãos.
Cada um calculava mentalmente a fortuna que estava prestes a embolsar.
Quando o relógio marcou quatro da tarde, todos do lado dos Castro, incluindo Sandro, se posicionaram para liquidar os ativos.
No entanto, no momento em que tentaram executar as ordens, deram de cara com uma realidade brutal: as ações do Grupo Castro estavam sofrendo um ataque coordenado e implacável de venda a descoberto.
O valor das ações, que estava no auge histórico, despencou vertiginosamente em questão de segundos.
Ao ver os números derretendo no telão, um sorriso frio surgiu no canto da boca de Evaldo.
A família Castro tinha se deixado cegar pela ganância; aquela avalanche ia limpar completamente as reservas de todos eles.
Quando Allan e Ronaldo perceberam que os sistemas estavam travando, trocaram olhares de pânico. Não que fosse impossível operar, mas qualquer movimento naquele instante resultaria em ganhos pífios diante da expectativa milionária que tinham criado.
Diante do colapso, eles não eram tolos a ponto de agir por impulso.
Em seguida, Tomás também percebeu a anomalia:

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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Da prisão ao Topo: A Era dela na TI
Por favor. Poderiam desbloquear os capítulos gratuitos?Desde o dia 02/06...
Não terá atualização do capítulos gratuitos?...