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Da prisão ao Topo: A Era dela na TI romance Capítulo 545

Allan correu para pegar o kit de primeiros socorros da empresa e começou a cuidar do ferimento de Ronaldo.

Ao ver o sangue de Ronaldo manchando a própria roupa, Tomás recobrou um pouco da lucidez e sentiu um arrepio de medo.

Se algo mais sério acontecesse, ele estaria em apuros.

Enquanto limpava o ferimento e fazia o curativo no irmão, Allan lançava olhares frequentes para Tomás, com os olhos cheios de ressentimento.

— Ele está tão enfeitiçado por aquelas duas cobras manipuladoras que teve coragem de bater no próprio filho.

O coração de Ronaldo também ardia de raiva, e a dor na testa era intensa.

Embora não fosse um ferimento grave, a dor era aguda e latejante.

— E daí que eu sou filho? A própria filha foi expulsa de casa. Allan, você já percebeu, não percebeu? Ele transferiu as ações para as duas faz tempo. E nós? Não temos absolutamente nada.

A gente se mata pela empresa todos os dias e, no fim, não é valorizado por ninguém.

No momento mais crítico para a nossa sobrevivência, ele não está nem aí para a empresa; só se importa com o romancezinho dele.

Se eu soubesse, teria brigado até o fim para impedir aquela mulher de entrar na nossa família.

Mesmo que a nossa mãe não estivesse em seu juízo perfeito, ela ainda deveria ter ocupado o lugar de Sra. Castro pelo resto da vida.

Allan suspirou:

— Não adianta dizer isso agora. Temos que dar um jeito de salvar o dinheiro que ainda nos resta.

Quando chegar segunda-feira, ganhando ou perdendo, precisamos vender as ações e sair fora.

Ronaldo rebateu:

— Compramos tantas ações... se a gente abandonar agora, o que vai acontecer com o Grupo Castro? Allan, a situação não pode chegar ao ponto de falência, pode?

Sentado não muito longe dali, Tomás já não suportava mais ouvir aquilo.

— Vocês estão torcendo para a empresa quebrar? É só isso que sai da boca de vocês. Ainda não falaram o suficiente?

Os dois irmãos se calaram na mesma hora, afinal, continuar naquele discurso não ajudava em nada.

Na situação em que estamos, se ele decidir protegê-la até o fim, vai assinar a sentença de morte da empresa.

Allan, você sabe que eu peguei dinheiro emprestado para investir.

Se na segunda-feira nosso dinheiro ficar todo preso, o que vai ser da gente?

O pânico de Allan não era menor. Como poderia ser?

Ele ainda não tinha devolvido o dinheiro que pegara emprestado de Sandro, um dinheiro que nem sequer tinha tocado.

Mas, ao ver a oportunidade de lucro fácil diante dos seus olhos, tinha usado tudo sem pensar duas vezes.

Agora, aquela quantia astronômica estava completamente presa nas ações da empresa.

Ele também queria saber: na situação atual, o que deveria fazer?

Só de pensar nisso, sentia um nó no estômago.

— Vamos voltar para casa. Não dá para deixar isso barato. A Natália devia saber que, no momento em que decidiu armar contra a Pâmela, um dia teria que pagar o preço.

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