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Da prisão ao Topo: A Era dela na TI romance Capítulo 554

— Roberta, hoje de manhã, quando você veio, acabou dando de cara com...

— Senhora, eu entendo perfeitamente. Desde que esse Ruan te faça feliz, eu acho ótimo que tenha alguém ao seu lado para te fazer companhia.

— Nós, mulheres, já levamos uma vida tão difícil.

— Embora eu não tenha visto isso com meus próprios olhos, cresci ao lado da minha mãe, que também criou a filha sozinha.

— Ao longo de todos esses anos, ela passou por muita coisa para chegar até aqui.

— Eu sei muito bem o que isso significa.

— E justamente por saber, eu não suportaria ver a senhora infeliz.

— Senhora, mesmo que a senhora não procurasse ninguém, eu mesma procuraria alguém para a senhora. Já que existe uma pessoa tão boa fazendo companhia, não preciso mais me preocupar por não poder vir te ver com frequência.

Rosangela realmente não esperava que o longo discurso que tinha preparado acabasse sendo inútil.

Roberta era tão compreensiva que, além de não se chocar com o fato de ela ter contratado um rapaz, ainda achava aquilo perfeitamente normal.

Sendo assim, por que ela ainda se preocuparia?

— Minha querida, o que foi que o meu Sandro fez na vida passada para merecer uma moça tão boa como você?

— Esta senhora aqui estava com medo de passar vergonha e de vocês, que são mais jovens, rirem ou julgarem.

— Agora, meu coração finalmente ficou mais tranquilo.

— Roberta, obrigada por compreender esta senhora.

Roberta nunca achou que isso fosse grande coisa.

Quando a sua mãe era mais nova, também não era muito diferente.

Afinal, naquela época, ela era jovem e tinha necessidades. Como poderia depender apenas de Tomas Castro?

Às vezes, Tomas era vigiado de perto pela família e passava mais de meio mês sem conseguir vê-la.

Claro que, mesmo quando ele não aparecia, o dinheiro chegava em dia. Se não fosse assim, os dois já teriam se separado há muito tempo.

Além do mais, ela já não era tão jovem. Ruan era novo, cheio de energia e se recuperava rápido, mas o corpo dela não aguentaria esse ritmo.

— Ai, meu Deus, e agora? Eu acabei de prometer à minha amiga que a ajudaria a atravessar essa crise. Roberta, o que a gente vai fazer?

— Por que você não me ajuda a pensar em outra saída?

— Esta senhora pode pedir para a amiga pagar mais juros. O que você acha?

Roberta ficou tentada com a ideia dos juros, mas o problema era: de onde ela tiraria cinquenta milhões?

Ao ver a hesitação da jovem, Rosangela acrescentou imediatamente:

— Eu peço para ela acrescentar vinte e cinco milhões. O que você acha? Ela não tem falta de dinheiro. É só para passar esses dias, depois tudo se resolve.

Roberta ponderou:

— Senhora, acho que vou precisar de um tempo para dar um jeito nisso.

Vinte e cinco milhões? Somando tudo, talvez desse para cobrir o prejuízo desta vez, não?

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