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Da prisão ao Topo: A Era dela na TI romance Capítulo 571

Expostos daquele jeito por Raulino, diante de tantos membros mais velhos da família Castilho, os dois irmãos coraram de vergonha na mesma hora.

Raulino já sabia que os dois estavam ali para importunar Pâmela mais uma vez.

Com um gesto firme, ele declarou:

— Podem tirar isso da cabeça se acham que vão continuar esperando aqui. A Pâmela não está em casa, viajou.

— Ninguém sabe quando ela volta, e nem adianta tentar ligar de outro número.

— Não tem como falar com ela. O telefone via satélite só recebe chamadas específicas. Onde ela está, nem sinal de celular pega.

— Vão para casa dormir, vocês dois. Olhem a cara de vocês, com essas olheiras enormes. Mesmo que fiquem plantados aqui, não vão conseguir nada.

— A Pâmela não vai perdoar vocês. Guardem esse teatrinho, porque não vai adiantar!

Atrás de Raulino, um senhor de meia-idade, um dos tios mais velhos, deu um passo à frente.

Com expressão severa, ele questionou Allan:

— Allan Castro, me responda uma coisa: você realmente está aqui esperando a Pâmela para fazê-la assumir a culpa por toda essa bagunça da sua família?

Allan gaguejou:

— Eu...

A hesitação dele irritou o homem na mesma hora.

— Chega! A família Castro realmente não tem o menor escrúpulo. Até quando vocês vão continuar humilhando a Pâmela? Desde que a avó de vocês adoeceu, vocês três, pai e filhos, simplesmente a ignoraram.

— Anos atrás, Tomas ainda teve a cara de pau de esconder da nossa família Castilho que tinha mandado Pâmela para a prisão. Quando perguntávamos por ela, porque não conseguíamos contato, ele ainda mentia dizendo que ela tinha ido fazer intercâmbio no exterior.

— Vocês, da família Castro, são desumanos.

— Como um dos mais velhos da família Castilho, eu deixo um aviso aos dois: a Pâmela já foi expulsa da casa de vocês. De agora em diante, ela pertence à família Castilho. Se ousarem maltratá-la de novo, não nos culpem por não pegarmos leve.

Ronaldo ainda tentou argumentar, mas Allan o conteve.

Ele baixou a cabeça, assumindo uma postura submissa:

Pâmela realmente tinha saído para descansar e chegou até a falar com ele durante a viagem.

No entanto, Raulino também sabia da situação na empresa dela.

No dia seguinte já seria segunda-feira, e Pâmela certamente voltaria a trabalhar.

Seria um pesadelo se ela voltasse e desse de cara com aqueles dois irmãos na porta. Era tudo o que faltava.

Diante do aviso claro de Raulino, Allan percebeu que não havia clima para continuar ali.

— Fique tranquilo, Raulino, nós já estamos indo. Em outro momento, eu e meu irmão fazemos questão de convidar você e os tios para jantar.

— Afinal, somos todos da mesma família. Devíamos nos reunir mais vezes.

Ouvir aquele papo de “mesma família” deu nojo em Raulino, mas os mais velhos atrás dele lhe lançaram um olhar de advertência.

Assim que os irmãos se afastaram, ele perguntou:

— Tio Evaristo, por que o senhor não me deixou falar? Quem disse que somos da mesma família que aqueles dois?

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