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Da prisão ao Topo: A Era dela na TI romance Capítulo 620

Pâmela jamais imaginaria que o Sr. Ferraz fosse decidir ficar assim, tão de repente.

Ela mal tinha conseguido se livrar do Dr. Sampaio, e agora aparecia o Sr. Ferraz. Parecia um pesadelo sem fim.

Ao olhar para o Sr. Ferraz, Pâmela, que antes achava que ele era um homem muito compreensivo, agora percebia que, nas horas decisivas, o velhinho também sabia muito bem defender os próprios interesses.

Se o próprio Sr. Ferraz tinha se oferecido para ficar, o que mais Pâmela poderia dizer?

Como ela poderia recusá-lo naquela situação?

Ela ainda era jovem demais para conhecer as artimanhas de um senhor tão experiente. Ele parecia calmo e compreensivo, mas, no fundo, era esperto como uma raposa.

Raulino não perdeu a oportunidade e logo interveio:

— Está vendo? Até o Sr. Ferraz se ofereceu. Pâmela, você tem que seguir as orientações do especialista, não é? Se você não obedecer, eu...

Pâmela já sabia o que viria depois daquela pausa.

Pronto, ela tinha sido derrotada.

Pâmela aceitou a contragosto:

— Eu aceito, eu aceito, está bem? Eu deixo o Sr. Ferraz ficar e acompanhar a minha saúde. Assim você fica mais tranquilo, Raulino?

Raulino assentiu, satisfeito:

— Ah, agora sim estamos nos entendendo. A partir de hoje, o Sr. Ferraz fica sob a sua responsabilidade. Quando você sair do trabalho, leva o Sr. Ferraz com você para casa. E quando for trabalhar, leva o Sr. Ferraz junto para a empresa.

Landomar Ferraz, por sua vez, não demonstrou a menor objeção ao plano. Apenas manteve os olhos em Pâmela, como se esperasse a palavra final dela.

Pâmela suspirou e tentou argumentar:

— Raulino, isso não é necessário, é? Ficar levando o Sr. Ferraz para cima e para baixo... isso vai dar muito trabalho para ele.

Ela só queria insinuar, de forma discreta, que, na idade dele, não seria adequado fazê-lo acompanhá-la em meio àquela rotina corrida. Seria uma tremenda falta de consideração.

Mas, antes que Raulino pudesse responder, Landomar se adiantou:

Raulino foi categórico:

— Enquanto a sua saúde estiver estável, eu juro que não conto uma palavra sequer aos mais velhos da família. Pode confiar. Mas, se a sua situação piorar ou surgir qualquer complicação, serei obrigado a avisá-los imediatamente. Isso é responsabilidade demais para eu carregar sozinho.

Pâmela tentou tranquilizá-lo:

— Raulino, fica em paz. A minha saúde está ótima agora. Além disso, temos o Sr. Ferraz aqui e o Dr. Sampaio me acompanhando à distância. Nada vai dar errado.

Ela suplicou com doçura:

— Até eu estar completamente curada, por favor, não conte nada a ninguém. Eu detestaria ver todo mundo correndo de um lado para o outro, perdendo noites de sono e se desesperando por minha causa.

Ela tinha acompanhado o sofrimento em torno da mãe e da avó, e conhecia melhor do que ninguém a dor daquela sensação de impotência.

Justamente por isso, não queria arrastar as pessoas que amava para o mesmo abismo de preocupação enquanto enfrentava a própria batalha.

Principalmente os parentes do lado da família Castilho, que a tratavam como a única joia preciosa que lhes restava, mimando-a e amando-a sem reservas.

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