— Mas vocês são uns gananciosos mesmo! Isso aqui é quinhentos mil reais! Quantos favores nós já não fizemos para vocês? Quantas vezes não viemos arrastar a Maria de volta?
— E agora que a grana preta caiu na mão de vocês, querem nos dar essa miséria? Acham que nós somos mendigos?
— Tem que ser dez mil reais para cada um, pagando por cabeça!
A mãe de Susana rebateu aos berros:
— Tem família de vocês que trouxe a casa inteira! Sete, oito pessoas! Se eu der dez mil para cada, uma família só vai engolir setenta ou oitenta mil reais!
— Vocês vêm aqui fazer um servicinho à toa e querem levar essa fortuna? Onde está a consciência de vocês?
O irmão de Susana também entrou na roda:
— Toda vez que a gente vem caçar a minha irmã, as passagens, a comida e até as diárias das pousadas saem do bolso do meu pai. Com que direito vocês exigem tanto?
— Ela é minha irmã, é sangue do meu sangue. O dinheiro dela pertence à nossa casa.
— Nós já estamos fazendo uma caridade de dar alguma coisa, e vocês ainda querem pechinchar?
— Vocês acham que merecem isso?
O clima esquentou novamente, e a discussão estava a um fio de virar outra luta de MMA.
Embora Pâmela estivesse com tempo sobrando e adorasse ver o circo pegar fogo, a fábrica ficava em um polo industrial. Se a confusão durasse muito tempo, os vizinhos começariam a reclamar.
Decidida, ela resolveu encerrar o espetáculo.
Era hora de avançar para a próxima fase do plano.
Ela trocou de lugar com Igor mais uma vez, pegou o megafone e subiu na mesa.
— Atenção! Chega de gritaria, senão a polícia volta e ninguém leva nada.
— Já que vocês não entram em um acordo, eu serei a mediadora.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Da prisão ao Topo: A Era dela na TI
Por favor. Poderiam desbloquear os capítulos gratuitos?Desde o dia 02/06...
Não terá atualização do capítulos gratuitos?...