— Allan, será que você não está cometendo um erro de julgamento? Isso... não acha que está dando crédito demais às habilidades da Pâmela?
— Eu não sei. Talvez seja uma falsa impressão minha, ou talvez ela realmente tenha alguém poderoso ajudando-a. Eu sei que ela não tem tanta capacidade, mas se a pessoa por trás dela for muito poderosa, tudo é possível.
— Isso... isso não é um exagero? Ela com certeza herdou a beleza impecável da mãe, mas essa beleza já perdeu o valor há muito tempo. Casamento, filhos, prisão, doenças... e com todos aqueles rótulos negativos manchando o nome dela, quem iria querê-la? Além da aparência, ela não tem mais nada para oferecer. Historicamente, as herdeiras expulsas das famílias ricas sempre acabam na miséria. Ninguém consegue dar a volta por cima.
— Quero ligar para a Pâmela. Aproveitar para explicar a ela o que aconteceu ontem — disse Allan.
Ronaldo ficou chocado. Como ele iria explicar aquilo?
— Allan, e como você vai explicar isso?
— Vou jogar a culpa nos outros departamentos. Estamos prestes a voltar para a bolsa, estamos todos muito ocupados, quem teria tempo de cuidar desses detalhes?
Ronaldo pensou por um momento e achou que a desculpa fazia sentido.
— Bem pensado. É realmente uma boa saída.
Assim que apagou o cigarro, Allan ligou para Pâmela.
Claro, ele usou um chip novo, um número que Pâmela ainda não havia bloqueado.
Pâmela também estava extremamente ocupada naqueles dias. Sem nem prestar muita atenção à tela, atendeu a ligação.
Logo em seguida, ouviu a voz de Allan.
Ela franziu a testa:
— Não temos nada para conversar.
Em seguida, desligou na cara dele, sem dar a menor chance para que Allan se explicasse, e bloqueou o número imediatamente.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Da prisão ao Topo: A Era dela na TI
Por favor. Poderiam desbloquear os capítulos gratuitos?Desde o dia 02/06...
Não terá atualização do capítulos gratuitos?...