— Devia ter falado comigo mais cedo! Eu teria dado um jeito de ajudar.
Roberta mordeu o lábio, frustrada com o teatro:
— Rosangela, eu falei com você na época, avisei que estava precisando daquele dinheiro.
Rosangela se fez de desentendida:
— Ah... mas Roberta, eu não imaginava que a sua situação estivesse tão fora de controle. Me desculpe.
— Então, Rosangela, me diga a verdade. Quando o retorno desses investimentos vai cair na conta? Assim que o dinheiro voltar, eu pago a dívida e me livro dos juros.
Rosangela apertou ainda mais a mão da moça:
— Fique tranquila. Já que a situação é tão urgente, eu te prometo que, até o fim deste mês, vou recuperar o dinheiro para você.
— Pode dormir em paz.
Roberta deu um sorriso aliviado:
— Estamos combinadas, então, Rosangela.
A mulher concordou efusivamente:
— Claro! Logo serei oficialmente sua sogra. Você acha que eu te deixaria na mão? Prejudicar você seria o mesmo que arruinar a vida do meu próprio filho.
— Você sabe que ele é a única coisa importante que eu tenho no mundo. Tudo que eu faço é pensando no bem de vocês.
Roberta estava convicta de que aquelas palavras eram sinceras.
Qual mãe não agiria assim pelo bem do filho?
Ao perceber que ela havia comprado a desculpa, Rosangela relaxou internamente.
Aquela garota era ingênua demais. Comparada à Pâmela Castro, Roberta era extremamente estúpida e fácil de manipular.
Rosangela nunca havia conhecido Pâmela pessoalmente, mas conhecia bem a sua fama.
Quando soube que Sandro havia se casado com a herdeira da família Castro, com direito a um presente de casamento de quinhentos milhões, tentou de tudo para tirar um pedaço daquela fortuna.
No entanto, Pâmela foi implacável e enxergou o seu jogo de longe, deixando Rosangela humilhada e sem um tostão.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Da prisão ao Topo: A Era dela na TI
Por favor. Poderiam desbloquear os capítulos gratuitos?Desde o dia 02/06...
Não terá atualização do capítulos gratuitos?...