A voz de Roberta continuava gélida e assumiu um tom ainda mais humilhante:
— Ajoelhe-se e rasteje até aqui.
Ruan paralisou, chocado. Ajoelhar-se?
É verdade que alguns clientes pervertidos exigiam que ele servisse de joelhos.
Já havia passado por isso antes.
Mas rastejar no chão?
Jamais imaginou que as tendências sádicas de Roberta chegassem a tanto.
Era um exagero que superava os limites do absurdo.
— Srta. Salazar, você curte mesmo esse tipo de jogo?
— Não entendeu o que eu disse? Ou acha que tem o direito de me questionar? Mandei se ajoelhar e rastejar. Ou faz o que eu mando, ou pode dar o fora daqui. A escolha é sua.
Ruan pensou na generosidade de Rosangela Azevedo.
E se lembrou de que a maior parte do dinheiro que ela esbanjava vinha, na verdade, de Roberta.
Ele sabia que Roberta era a verdadeira fonte da riqueza.
Refletindo rápido sobre os ganhos potenciais, dobrou os joelhos e começou a rastejar em direção a ela.
Enquanto se arrastava pelo chão, Roberta falou, sua voz pairando friamente acima dele:
— É bom você obedecer cegamente às minhas ordens. Não se atreva a questionar de novo.
Mal ela terminou a frase e Ruan ia confirmar com um aceno, sentiu um estalo cortante nas costas. Sem perceber de onde surgira, Roberta agora empunhava um chicote.
Desesperado, ele tentou se explicar:
— Srta. Salazar, eu ainda preciso servir à Ro...
Antes que pudesse concluir o nome, o chicote estalou mais uma vez contra seu corpo.
Roberta podia ser uma mulher, mas a força de seus golpes era aterrorizante. Cada chicotada o fazia tremer, a dor perfurando seus ossos.
Ela sabia que ele tinha compromissos com Rosangela e não podia deixar marcas, mas possuía os meios para apagar os rastros em questão de dias.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Da prisão ao Topo: A Era dela na TI
Por favor. Poderiam desbloquear os capítulos gratuitos?Desde o dia 02/06...
Não terá atualização do capítulos gratuitos?...