O relógio se aproximava do meio-dia e os preparativos de Pâmela prosseguiam de forma ordenada.
Enquanto o casamento de Sandro e Roberta estava repleto de celebridades do meio social e empresarial, o local da conferência de Pâmela parecia frio e vazio, sem nenhum calor humano. Mas ela não se importava com a quantidade de convidados presentes.
A transmissão seria ao vivo e o conteúdo ficaria gravado para depois.
Ela conhecia muito bem o potencial do seu negócio e, por isso, não havia o menor rastro de preocupação.
Produto bom se vende sozinho; a fama viria naturalmente.
Logo, ela não esperava que aquele lançamento fosse um marco de multidões desde o primeiro segundo.
Apesar de a esmagadora maioria do círculo empresarial estar no casamento da família Gattas, Beto Lacerda fez questão de comparecer ao lançamento e levou a sua equipe junto.
Inclusive, alguns altos executivos foram obrigados por Beto a estarem lá, mesmo contra a vontade. O plano inicial desses diretores era ir à cerimônia. Embora a parceria entre a BeLa e o Grupo Gattas tivesse terminado de forma azeda, todos sabiam que os Gattas eram os verdadeiros gigantes do mercado.
Faltar ao casamento do CEO era quase uma ofensa aos figurões.
Mas Beto não estava nem aí para a etiqueta corporativa. Não só se recusou a ir ao casamento, como emitiu uma ordem exigindo que todos os seus diretores fossem à apresentação de Pâmela.
O descontentamento entre eles era nítido.
— Tudo bem que essa tal de Pâmela Castro já tenha prestado serviços para nós, mas precisava desse apoio incondicional?
— Pois é. Um eventozinho que ninguém sabe sequer o que vai lançar. Deixar o casamento para vir parar aqui... Como ele justifica isso?
Logo após entrarem no salão, formaram grupinhos para cochichar suas queixas.
A equipe de Pâmela percebeu as críticas, mas não ligou, apenas julgando aqueles executivos como um bando de ignorantes.
Nos bastidores, Beto andava em volta de Pâmela, estalando a língua em tom de aprovação:
— Nossa Senhora! Isso me faz voltar aos dezoito anos! Pâmela, o tempo simplesmente esqueceu de passar no seu rosto. Continua com essa energia jovem. Só de subir no palco hoje, a empresa não vai precisar contratar modelo nenhuma.
Pâmela já era bonita por natureza, mas, com aquela produção cuidadosa, parecia uma fada que deixaria qualquer estrela de cinema no chinelo.
No dia a dia, ela preferia não chamar a atenção para sua aparência.
No entanto, a equipe de beleza contratada por Melissa havia recebido ordens expressas para destacarem ao máximo a sua beleza.
Ela tinha status para isso e sua aparência suportava tal exigência.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Da prisão ao Topo: A Era dela na TI
Por favor. Poderiam desbloquear os capítulos gratuitos?Desde o dia 02/06...
Não terá atualização do capítulos gratuitos?...