Sob o céu escuro da noite, a sala estava num breu quase impenetrável, iluminada apenas por um fraco feixe de luar que entrava pela janela.
O Secretário entrou e, quando fez menção de acender a luz, foi interrompido por uma voz rouca.
— Não acenda.
O Secretário parou na escuridão por um instante, deixando os olhos se acostumarem, e então avançou.
À sua frente, na penumbra, um ponto de brasa acendia e apagava. O cheiro forte de tabaco invadiu as narinas do funcionário. Ele esfregou o nariz discretamente. Não costumava ver o chefe fumando, o que significava que o baque daquele dia havia sido grande.
— Sr. Gattas. O hotel ligou cobrando a parcela final do banquete de casamento. Eu disse a eles para procurarem a Roberta Salazar, mas até agora não tive retorno. Durante o dia, a Roberta tentou te ligar várias vezes. Como eu não sabia mais o que fazer, acabei bloqueando o número dela.
Sandro Gattas abriu a boca devagar, a voz arrastada, denunciando os incontáveis cigarros que já havia fumado.
— Não se preocupe com ela. E quanto ao que eu pedi para você investigar?
— A família Castro negou publicamente que a Pâmela Castro seja a Mestra La — relatou o Secretário. — Eles até afirmaram que ajudaram a bancar os estudos dela na Universidade Federal da Capital com a doação de uma biblioteca. A internet já está pegando fogo, e os xingamentos estão pesados.
Ao ouvir aquilo, Sandro não demonstrou alegria, por algum motivo.
Mas, com o rosto oculto pela escuridão, o Secretário não conseguiu interpretar sua expressão.
O homem continuou:
— Porém, Beto Lacerda parece estar furioso. Ele resolveu se manifestar abertamente e publicou algumas coisas nas redes. Ainda não sabemos se isso será suficiente para provar a identidade da Pâmela.
Sandro pareceu irritado com a ressalva.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Da prisão ao Topo: A Era dela na TI
Por favor. Poderiam desbloquear os capítulos gratuitos?Desde o dia 02/06...
Não terá atualização do capítulos gratuitos?...