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Da prisão ao Topo: A Era dela na TI romance Capítulo 930

Negociar?

Só de ouvir aquela palavra, Pâmela sentiu vontade de rir.

Mas ela nem precisava adivinhar para saber o que a família Castro queria dessa vez.

No dia anterior, já haviam enviado um documento por correio para a sua empresa. Como não conseguiam contato por telefone e não tinham acesso ao prédio, devem ter decidido apelar para aquela tática.

Ela se perguntava se Tomas e os dois filhos tinham levado um coice de cavalo na cabeça. Como ousavam exigir oitenta por cento de participação no La Algoritmo?

E o motivo alegado era ainda mais patético.

Tudo porque, quando ela desenvolveu o algoritmo, ainda era menor de dezoito anos, e segundo eles, o estúdio inicial foi fundado usando "o dinheiro da família Castro"?

Espera, dinheiro que eles juravam ser deles?

Antes de abrir o próprio estúdio, ela e Beto passavam horas enfurnados na Cyber Zone programando. Eles criaram dois jogos menores, e começaram a trabalhar em um jogo enorme que não tiveram tempo de terminar antes de lucrarem.

Os dois jogos menores, que fizeram apenas como teste, foram vendidos com sucesso.

O jogo maior, que estava feito pela metade, atraiu a atenção da Pixel Core e foi comprado rapidamente.

Naquela época, ainda na adolescência, os dois já tinham conseguido uma quantia considerável de dinheiro.

Essa primeira fortuna que ela e Beto ganharam juntos foi depositada numa conta conjunta, aberta com a ajuda da avó de Pâmela, dona Priscila, e da mãe de Beto.

E quando abriram o estúdio, foi exatamente essa conta que utilizaram.

Portanto, aquele capital inicial, mesmo se rastreado até a última gota, não tinha a mais remota ligação com a família Castro.

Claro que a ideia de organizar as finanças dessa forma tinha tudo a ver com o fato de Pâmela ter sido criada pela avó.

Uma ex-presidente de empresa com punhos de ferro, ao se aposentar para cuidar da neta, naturalmente a educou sob uma perspectiva implacável de negócios.

Pâmela sempre teve faro para os negócios desde muito pequena. Ela não precisava que ninguém lhe dissesse como agir; seu cérebro já pensava em estratégia corporativa e gestão de riscos.

Mesmo que abrir o estúdio parecesse apenas uma brincadeira na época, ela fez questão de separar rigorosamente as contas pessoais das corporativas.

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