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Dança das Sombras (Harém reverso) romance Capítulo 26

Lilly

Entro de mãos dadas com Austin ao meu lado. Todos os olhos estão voltados para nós, principalmente os de Sofia, que vejo cheio de ódio, por tirar dela aquilo que ela jurava ser seu direito.

Abro meu armário e ainda sinto olhares queimando atrás de mim. Tento agir normalmente, mas toda essa atenção me incomoda.

Princesa, você está bem? - Austin pergunta, acariciando meu rosto com os nós dos dedos.

-Sim, só não gosto de toda essa atenção! Respondo, tentando sorrir.

-Bom, acho melhor você começar a se acostumar, porque você namora o capitão do time de hóquei. Ele abre um sorriso travesso.

-Eu não sou sua namorada! Digo, fechando meu armário, e vejo os olhos azuis de Austin escurecerem.

-O quê? Ninguém nunca me pediu em namoro! - Digo a ele, saindo para minha aula. Passo pelo corredor e vejo Josh parado, conversando com um amigo. Ele me olha rapidamente, e dou um leve sorriso. Entro na minha sala e meus olhos se fixam em Luiza, sentada em seu lugar. Hoje, seus longos cabelos ruivos e cacheados estão soltos, o que a deixa ainda mais radiante, com seus olhos verdes brilhando.

Me sento ao seu lado, coloco a bolsa no chão e dou um sorriso para ela, ansiosa para conversarmos no almoço.

Gostei do cabelo. - Digo a ela, quando bato a mão no meu estojo, derrubando tudo no chão. Iza se abaixa para me ajudar a recolher as coisas e, ao colocar os cabelos atrás da orelha despreocupada, vejo um leve tom roxo em seu pescoço. Não consigo ver o suficiente pela gola e gravata do uniforme.

Fico observando, tentando analisar, quando o sinal toca e me arrumo, saindo do meu devaneio. Logo, a aula começa, e meus pensamentos me atormentam. Será que seu pai ou seu noivo estão agredindo fisicamente?

Isso não poderia estar acontecendo. Eu nunca me perdoaria por não ter conseguido ajudar ela a fugir. A aula passa tão rapidamente que nem fiz anotações e nem sei o conteúdo que foi passado.

-Você está se sentindo bem, querida? - A voz de Iza soa ao meu lado, e eu saio de meus pensamentos.

-Sim. Respondo, me levantando da mesa e pegando meu material rapidamente. Quando estamos saindo da sala, puxo seu pulso, e Iza me olha como se não estivesse entendendo.

-O que houve? Vamos nos atrasar para a próxima aula! Ela pergunta, me olhando estranha.

-Iza, está tudo bem com você? Você sabe que pode me contar qualquer coisa! Ela me olha ainda sem entender.

Eu vi a mancha roxa no seu pescoço enquanto me ajudava a pegar meu estojo no chão. Suas bochechas ficam rosadas, e ela olha para os próprios pés como se estivesse tomando coragem.

-Quem bateu em você? - Pergunto, logo sem rodeios.

-Ah... Ninguém! Lilly, relaxa. Ela tenta disfarçar. - Está tudo bem!

-Então, por que você está com esse roxo no pescoço?

-Hector! - Ela diz, e logo percebo que ele foi o culpado.

-Ai, meu Deus, como ele pode te bater?

-Ele não me bateu, a gente... Ela hesita.

- Eu beijei ele, Lilly! Ela fala, com as bochechas vermelhas.

-Eu não deveria ter feito isso! Eu nem gosto dele. Ela fala, frustrada.

-Mas deixou ele te beijar, isso é tão ruim assim? - Pergunto, tentando entender.

Ela abre um leve sorriso, mostrando que, assim como eu, estava começando a ter sentimentos que não deveria.

Quando chegamos à próxima aula, o professor havia faltado. Então, aproveitei a oportunidade e fui para a biblioteca para adiantar a matéria do dia, Iza encontrou outra colega e ficou conversando. Sentei-me em uma mesa e comecei a fazer minhas atividades, mas logo percebi que precisava de um livro de matemática para me auxiliar.

Me levantei e comecei a procurar pelos corredores pela seção de exatas, que encontrei no último corredor. Caminhei por ele, tentando achar o livro que precisava, quando um rosto apareceu entre os livros, me assustando.

-Merda, Austin! - Digo a ele, e ele cai na gargalhada ao me ver toda assustada.

Você tem um gosto maravilhoso!

Tento puxá-lo novamente para perto, mas ele não deixa. Austin pega minhas mãos e as leva para cima da minha cabeça, prendendo-as fortemente.

-Você quer que eu continue? Ele me pergunta, a poucos centímetros da minha boca. Aceno com a cabeça, olhando para ele como um cachorrinho. Eu queria aquela sensação novamente.

-Desculpe, meu amor, mas não posso continuar. Eu não sou seu namorado! Olho para ele com raiva. Ele estava usando um momento vulnerável para me manipular.

-Austin... Por favor! Digo, ofegante, tentando beijar sua boca, mas ele desvia e começa a lamber meu pescoço, indo em direção à minha orelha.

-Eu não vou fazer nada, amor. Não até que você implore e admita que sou seu namorado. Ele fala dando leves mordidas no lóbulo da minha orelha.

-Você nunca me pediu! Exclamo, ofegante.

-Ele desce uma de suas mãos e entra em mim novamente, sem aviso. Os movimentos de seus dedos são rápidos, e eu mal consigo respirar entre nossos beijos.

-Então, Lilly Miller. Ele começa a trabalhar mais rápido, e minha queimação começa novamente. Se ele parar dessa vez, vou ficar muito brava.

-Você quer ser minha namorada? Ele diz ao meu ouvido, e mal consigo responder.

-Me responda ou eu paro agora! Ele diz com sua voz rouca. A única coisa que consigo dizer é para ele continuar. E ele aumenta ainda mais seus estímulos dentro de mim, até que sinto uma onda de prazer tomar conta do meu corpo.

-Sim. Sim. Sim. Digo, ofegante, no meio do meu orgasmo, enquanto ele continua me tocando.

-Boa menina! Ele diz, com sua voz rouca, enquanto meu corpo relaxa. Deixo minha cabeça descansar sobre seu peito. Austin desce minhas pernas de sua cintura e me ajuda a arrumar meu vestido, sentindo a umidade entre minhas pernas.

O barulho do sinal toca para a hora do almoço. Ele então me ajuda a pegar meus materiais e me leva até o banheiro para que eu possa me secar. Lavo meu rosto com água gelada para amenizar a vermelhidão e dou uma olhada em minha roupa, verificando se não está muito amassada.

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