Aaron
Assim que fui para a academia, sabia que era questão de minutos ou horas até Lilly descobrir onde fica o nosso ringue. E, como previsto, quando vejo a loira descendo as escadas, vou ao seu encontro, tentando tirá-la dali o mais rápido possível.
Eu e meus irmãos vamos brigar?
Com certeza!
Mas essa não é a grande questão agora. O ponto é que, depois de termos colocado as cartas na mesa sobre nosso envolvimento com Lilly, sabíamos que seria só uma questão de tempo até ela pedir para reencontrar a mãe. E se quisermos, de verdade, conquistar o coração dela, teremos que ajudá-la com isso.
Faz exatamente quinze dias que Adam está investigando o paradeiro da mãe dela, mas até agora... nada. Desde o dia em que a tiramos do apartamento, a mulher simplesmente sumiu. Deixou tudo para trás em menos de um mês. Uma mãe de verdade não desapareceria assim sem lutar pela filha. Sei que Aiden e Adam não deram muita escolha, mas ainda assim... é estranho.
Decidi que amanhã iria iniciar uma investigação com a minha equipe. Não é possível que uma mulher de meia-idade tenha sumido sem deixar nenhum rastro ou que esteja morta sem ninguém saber. Vou começar pelos parentes mais próximos. Depois, veremos onde isso vai dar.
Aproveito os poucos minutos que tenho com minha pirralha. Pego-a nos braços e levo até seu quarto. O cheiro doce de morango do seu cabelo me embriaga. Deito-a com cuidado e dou um beijo leve em seu rosto. Quando estou quase saindo, ouço sua voz suave pedindo para que eu fique. Era tudo o que eu queria: que ela me desejasse por livre e espontânea vontade.
Deito-me ao seu lado e, em silêncio, ela repousa a cabeça no meu peito. Passo a mão por seu cabelo, calmo, quando ela se ergue sobre mim e cola nossos lábios. Que beijo bom. Suave, quente, urgente. Puxo seu corpo com leveza, fazendo-a se sentar sobre mim. Deslizo as mãos por sua cintura, sentindo cada curva, cada centímetro... até que o celular vibra no meu bolso.
Maldição.
A lembrança de que Aiden, Adam e Austin estão me esperando me arranca do momento. Não queria descer de novo. Poderia passar o resto da vida assim, com ela, mas preciso ir atrás daqueles idiotas e descobrir o paradeiro de sua mãe.
Quando desço, Adam e Aiden estão no ringue — brigando como se um tivesse matado o cachorro do outro. Eles lutam como selvagens, sem regras, como se não pudessem morrer ali mesmo.
— Então ela dormiu? — Aiden pergunta, distraído.
Adam aproveita a deixa e acerta um soco no estômago dele. Eu até fecho a cara, como se tivesse sentido a dor por reflexo.
— Filho da puta! — Aiden grita, partindo para cima. Adam desvia com facilidade.
— Foi você quem disse: “nunca baixe a guarda e aproveite qualquer brecha contra o inimigo” — Adam provoca, pulando sobre ele.
Apoio meus braços nas cordas do ringue, observando.
— Mas não era pra usar isso contra mim, seu merda! — Aiden rosna, tentando se livrar da chave de braço.
Hoje Adam está mais ágil. Ou talvez Aiden esteja de cabeça quente demais.
— Dá pra pararem com essa palhaçada? — interrompo, entrando no ringue. — Temos coisa mais importante pra resolver. Como a nossa pequena loira, por exemplo.
Eles se separam e eu me sento ao lado.
— Preciso que descubra algum parente da parte dela ou do pai. Essa mulher não desapareceu do nada.
— Vou ver o que consigo até amanhã cedo. Deixo tudo no seu quarto — responde Adam, pegando a garrafa d’água.
Saio do ringue e caminho até as escadas. Aiden e Adam me olham, confusos.
— Vai pra onde? — pergunta Adam.
— Dormir com a minha pirralha — respondo com um sorriso vitorioso.
— Nem fodendo! — Aiden grita, vindo atrás de mim.
— Reclama com ela, então. Foi ela quem me pediu — digo, parando no topo da escada. Não tenho medo dele. Ele pode ser o mais velho, mas eu sou treinado em combate real. Tenho minhas vantagens.
— Só porque você e Austin ficam em volta dela feito dois cachorros no cio, não quer dizer que só vocês têm direito à atenção dela. Digo e ele me olha com aquela cara feia que sempre faz quando está com raiva.
— Sério, Aiden? Vai bancar o inocente agora? Na primeira chance que teve, arrastou ela pro seu quarto só pra ficar perto. E não adianta negar. Você e Austin querem ela só pra vocês.
— Vocês brigaram? — pergunto baixinho, já sabendo a resposta.
— Sempre. Principalmente quando o assunto é você.
Abro os olhos devagar e me viro para encará-lo. Aaron está me observando, os seus olhos verdes estão cheios de algo que não sei decifrar. É desejo, claro. Mas também tem dor. Culpa.
— Vocês não precisam brigar por mim...
Ele ri sem humor.
— Você não entende, não é? A gente já brigava antes. Você só fez a guerra ficar real.
Silêncio.
Acaricio seu rosto com minhas mãos, ainda com seus olhos fixos em mim e instantaneamente Aaron me beija. O Beijo que começa de forma calma logo ganha vida, fazendo pequenos gemidos saírem de ambos.
Suas mãos que estão em minha cintura passeiam livremente pelo corpo, posso não ver mais sei que estou vermelha pela nossa situação, puxo Aaron em minha direção querendo que ele intensifique no máximo nosso momento.
-Posso... Ele pergunta com sua voz rouca, e antes mesmo que eu dê permissão, arranco minha blusa e meu short fortemente de meu corpo tudo queima quando trata-se dos Fox.
Aaron fica a pouco centímetros de meu corpo analisando cada parte, enquanto minha respiração está totalmente descompensada por sua culpa, antes que eu proteste suas fortes mãos apertam firmente meus seios, fazendo que eu solte um pequeno gemido em seu ouvido.
-Porra pirralha.... Sua voz sai como um rugindo, passo minhas mãos em seu pescoço o beijando desesperadamente, seus lábios descem explorando cada parte do meu corpo.
Assim que sinto seus lábios sobre o meu ponto sensível agarro seus cabelos recebolamdo fortemente contra seu rosto, sua língua chupa, brinca com minha intimidade me fazendo ficar louca.
Logo seus dedos me penetram me tirando gemidos desesperados, sua boca mais uma vez está colocada a minha fazendo que eu sinta o meu próprio gostoso em minha boca, cravo minhas unhas em suas costas quando ele começa aumentar seu ritmo e massagear meu clitóris até que sinto uma onda de calor pelo corpo me levando ao limite principalmente quando Aaron substitui seus dedos por sua língua fazendo com eu goze em sua boca.
Apoio a cabeça no peito dele novamente. Os dedos de Aaron voltam a acariciar meus cabelos, e por um instante, sou só apenas uma garota sendo protegida por alguém que, apesar de quebrado, parece disposto a consertar as partes ruins — por mim.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Dança das Sombras (Harém reverso)