LILLY
-Você não pode vir em nossa casa e dizer essas coisas sobre nós mamãe, mesmo que você não acredite eu amo eles e tenho certeza que Tudo isso é recíproco. Eu não vou embora com você se é isso que está tentando fazer, a partir de agora é uma escolha sua e não minha, você é quem decide se quer fazer parte da minha nova vida mãe, mas que fique bem claro, eu nunca mais vou deixar os meus homens, e você nunca mais vai me manipular do mesmo jeito que fazia antes não sou mais aquela garotinha imatura e inocente que você passou seis anos quebrando.
dizer isso em voz alta me fez lembrar do passado, um passado que me quebrou profundamente assim como um prato de vidro caia ao chão, e sem controlar me vejo tendo flashblak de um dos momentos que mais me marcou.
Cinco anos atrás………
Faziam exatos um ano desde que fui burra o suficiente e deixei os Fox, assim como fazia um ano em que fui mandada para um internato após uma falha deprimente de tentativa de fuga, e hoje após doze longos meses, infelizmente estou voltando para a casa de meu tio, a neve cai e assim como a neve fria eu me sinto solitária, fria e deprimida, caminho em silêncio até minha mãe que estava me esperando do lado de fora com a porta do carro aberta.
- Filha como você cresceu, senti tanto a sua falta. Ela dizia sorrindo enquanto me abraçava.
- Oi mamãe, também senti sua falta. digo disfarçando o desânimo e tristeza em minha voz entrando no carro logo em seguida.
- Filha, hoje vamos sair com seu tio, teremos um evento importante. mamãe soltou sem rodeios.
- sério mãe? Eu nem voltei para casa ainda e vocês dois já querem me arrastar para eventos?
- Você vai e ponto final, não há espaço para discussão. mamãe sabia muito bem como ter o que queria e eu sei que discutir não vai mudar nada, então suspirei, segui o caminho todo no carro em silêncio absoluto.
Cerca de duas horas depois finalmente tínhamos chegado a mansão de meu tio, saí do carro ainda em silêncio e fui em direção ao meu quarto, já no final das escadas mamãe diz: - Esteja pronta as sete, seu vestido está na cama, encontraremos com seu tio lá não se atrase.
Não me dei ao trabalho de responder, afinal não tinha nada o que ser dito, já dentro do quarto vejo que em cima da cama há um vestido azul, caimento de sereia com alguns brilhos em seu corset, junto dele tinha um colar de diamantes e um par de brincos na mesma cor do vestido, assim como o salto alto, era tanto azul que quase fiz uma careta, olhei no relógio e já eram quatro da tarde, decidi tomar um banho e começar a me arrumar, afinal se tem uma coisa que meu tio não tolerava são atrasos.
Depois de pronta me olho no espelho, e embora esteja bonita não gosto do que vejo, não gosto do vazio que sinto, sou tirada da minha melancolia com minha mãe entrando em meu quarto.
- Você está linda Filha, combinou muito bem com você.
- Obrigada mamãe, a senhora também está bonita.
- Obrigada filha, agora vamos, se nós nos atrasarmos seu tio ficará uma fera.
Mamãe e eu saímos e em menos de quinze minutos estávamos em frente a um luxuoso castelo onde os ricos costumavam fazer seus eventos de caridade mais que na verdade nada mais é que uma fachada para os negócios, ando com mamãe ao meu lado até um canto onde meu tio estava, ele por sua vez conversava com dois homens velhos e barrigudos, ao nos ver titio me deu um abraço mas sequer disse uma palavra já que quem falou foi minha mãe.
- Boa noite cavaleiros, sou a senhora Miller e essa é minha filha, Lilly.
- Boa noite senhores. Digo seria e mais fria que deveria já que mamãe me deu um beliscão disfarçado.
- É um prazer conhecê-la senhorita Miller, sou Borges e esse é meu cunhado Lucios. o velho diz sorrindo amarelo enquanto beija minha mão, meu tio que até então estava calado disse que iria ao banheiro e Lucios o seguiu, restando somente mamãe, eu e Borges.
- Senhora Miller, sua filha é linda, diga-me ela está comprometida? Assim que ouço suas palavras minha barriga começa a revirar como se estivesse preste a devolver tudo o que comi hoje.
- Lilly está solteira, senhor Vasiliev. o Senhor tem filhos?
- Tenho dois rapazes, na casa dos trinta, sabe senhora Miller, eu tenho negócios com sua família, talvez pudéssemos unir nossos filhos, diga-me Lilly, você é virgem?
- S-sim, Sim senhor Vasiliev. podia sentir minha mãe me analisando, eu me recusava a falar, não tinha forças pra isso, ver minha mãe me tratando como um objeto que a qualquer momento poderia ser vendido me deixa ainda mais enjoada.
- Bom, isso é muito bom. uma noiva virgem vale muito, ainda mais uma tão linda e exuberante como você senhorita Miller. -Borges diz enquanto passa suas mãos em minha bunda e a aperta, me afasto dele com rapidez e nojo, era isso que eu sentia eu não queria ficar nessa festa, eu queria ir embora, queria os Fox de novo em minha vida.

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