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Dança das Sombras (Harém reverso) romance Capítulo 69

LILLY

Subo novamente as escadas em direção ao nosso quarto para terminar de me arrumar , quando percebo que Adam não está tão bem-humorado quanto pela manhã. Aproximo-me dele e noto que está pensativo. Sento-me em seu colo, acariciando seus ombros.

— Amor, aconteceu algo? — pergunto, e ele parece finalmente sair do transe, fixando seu olhar em mim.

— Está tudo certo, minha princesa, só estou resolvendo algumas pendências antes da nossa viagem. Não precisa se preocupar — ele responde, jogando meus cabelos para trás e selando meu ombro com um beijo. Abraço seu corpo forte antes de me despedir e seguir para a garagem.

Uma das coisas que mais anseio é que essa situação se resolva logo. Não suporto mais ter que andar com seguranças a todo momento. Apoio minha cabeça na janela durante o trajeto, distraindo-me com meu celular.

Ao chegarmos ao shopping, um dos seguranças abre a porta para mim, e sigo em direção à cafeteria, onde Luiza me aguarda. Peço uma xícara de café enquanto ela saboreia uma panqueca.

— Então, como foi sua noite de núpcias? Luiza pergunta, levantando uma sobrancelha com um sorriso travesso. Imediatamente, sinto o rosto queimar.

— Foi agitada! — respondo, tomando um gole do meu café.

— Agitada! Sério, Lilly? Isso é tudo que você tem a me dizer? — Ela pergunta, com um tom irritado.

— O que você quer saber? — rio, na esperança de que ela mude de assunto.

— Tudo! Quero detalhes. Vocês são cinco. Como você lida com isso? — Ela questiona, e a vergonha só aumenta.

— Luiza! Pelo amor de Deus! — Nós duas rimos.

— Foi bom, estou um pouco dolorida, mas foi bom — respondo, olhando para ela de forma divertida. Assim que terminamos na cafeteria, seguimos para uma loja de departamento para escolher itens neutros para o quartinho, já que ainda não sabemos o sexo do bebê.

Não sei quanto tempo ficarei fora, e o que mais me inquieta é a ideia de que Hector terá que ir conosco. Só de pensar em Luiza sozinha neste país me causa preocupação. Não quero que nada aconteça com ela e meu sobrinho ou sobrinha.

Depois de comprarmos algumas coisas, caminhamos em direção às escadas rolantes.

— Lilly, eu sei que você precisa acompanhar seus maridos, mas, por favor, tome cuidado. Não quero perder você novamente — diz Luiza, apertando suavemente minha mão enquanto andamos.

— Eu prometo que não vou me meter em encrenca e que estarei segura com os meninos. Vou pedir para eles ficarem de olho em Hector também, para que ele não se machuque — ela sorri genuinamente e nos abraçamos.

— Vamos, agora é hora de levar tudo para o quartinho do nosso baby mafioso — digo, rindo. Luiza e eu entramos no meu carro, com seus seguranças seguindo em um veículo atrás.

Ficamos entretidas em conversa, mas, de tempos em tempos, um dos seguranças me observa pelo retrovisor. Ignorando, acabo perguntando:

— Está tudo bem? — questiono, e ele permanece em silêncio, assentindo com a cabeça. Olho para Luiza e percebo que ela está quase dormindo. Logo, eu também começo a sentir o sono. Tento manter os olhos abertos, mas é quase impossível.

Vejo o momento exato em que o carro para em um sinal vermelho, mas acabo adormecendo ao lado de Luiza. Quando finalmente abro os olhos, sinto um peso nas pálpebras. Tento me mover, mas não consigo. Ao olhar ao redor, minha visão está completamente embaçada. Quando consigo me concentrar, percebo que estou amarrada a uma cadeira em um que parece ser um quarto vazio.

— TEM ALGUÉM AÍ? PRECISO DE AJUDA! — grito no ambiente escuro.

— SOCORRO! — clamo novamente, mas ninguém aparece. Tento desatar os nós, mas é praticamente impossível. Quando finalmente ouço a porta sendo destrancada, meu segurança entra.

— O que está acontecendo? Por que estou aqui? — pergunto, e ele apenas permanece em silêncio, sorrindo enquanto me observa.

— Onde está a Luiza? O que você fez com ela? — questiono, com os dentes cerrados.

— Ela está morta! — ele declara em alto e bom som, parado à minha frente, e uma dor aguda atinge meu peito.

— Morta? Você está mentindo! Não posso acredito em você! — respondo, tentando novamente me soltar, mas em vão. Ele se aproxima, ficando a poucos centímetros de mim, e segura meu rosto com uma das mãos.

— Eu mesma garanti a morte dela, assim como a dos outros seguranças. Ninguém vai te salvar, Lilly — ele diz, soltando meu rosto.

— Quem é você e o que quer? Você está a serviço do Viktor? Quando meus maridos descobrirem onde estamos, você estará acabado — afirmo.

— Não se preocupe, linda, quando eles te encontrarem, você já estará morta. A porta se abre novamente e, para minha surpresa, Dafhine entra, aquela mulher traiçoeira.

— Olá, Lilly, pensei que tinha se livrado de mim, querida? — Ela avança pelo quarto, deslumbrante em seus saltos e roupas pretas. Assim que o primeiro tapa atinge meu rosto, sinto a ardência na bochecha e o impacto reverberando em minha mente. A confusão e o medo se misturam com uma raiva crescente.

— O que você quer de mim? — pergunto, esforçando-me para manter a voz firme, apesar do tremor nas mãos.

Dafhine ri, um riso seco e cruel que ecoa pelas paredes frias do quarto.

Dafhine se lança em minha direção, segurando meu pescoço.

— O que você pensa que está fazendo? um homem grita da porta, não se intimidando com a presença da outra loira sobre mim.

— Eu só estava estrangulando ela! — Ela responde, levantando-se.

— Vá! Agora! — O homem grita para Dafhine, que sai como se nada tivesse acontecido.

Sinto a adrenalina tomar conta de meu corpo enquanto o homem me ergue e puxa meu antigo segurança pelas pernas, deixando um rastro de sangue pelo caminho.

Meu coração b**e descontroladamente. Não sei onde estou, mas preciso escapar. A única coisa que consigo pensar é que preciso encontrar Adam e os outros antes que seja tarde demais.

Começo a balançar a cadeira, tentando fazê-la cair e, finalmente, conseguir me libertar. Com muito esforço, consigo livrar uma das mãos e soltar os nós que me prendem. Passo a mão sobre as marcas deixadas pela corda, tentando amenizar a dor.

Giro a maçaneta e entro em um corredor escuro. Meus pés tocam o chão suavemente, e a adrenalina faz com que as paredes pareçam se fechar ao meu redor, mas não posso hesitar. Cada segundo é precioso, e a imagem de Luiza e a possibilidade de estarem em perigo rondam minha mente.

Desvio de algumas portas, sem saber se levam à saída ou a armadilhas. O coração acelera ao lembrar das palavras de Dafhine, mas não posso me permitir pensar demais. Minhas mãos ainda tremem, mas agora estão livres.

Finalmente, avisto uma escada ao final do corredor. A esperança renasce, e corro em direção a ela, cada passo me levando mais perto da liberdade. Subo os degraus rapidamente, os ecos da minha respiração pesada preenchendo o espaço.

Ao chegar ao andar superior, sou recebida por um longo corredor iluminado por luzes frias. Olho para os lados, mas não há sinal de ninguém. Continuo caminhando e, mais à frente, ouço vozes ao longe. Meu coração dispara novamente; não posso deixar que me peguem outra vez.

— Vai a algum lugar, princesa? — A voz que ouço atrás de mim provoca um frio na espinha: Viktor. Ele está aqui. Viro lentamente e encontro seus olhos intensos, cheios de fúria.

— Sentiu minha falta, meu amor? — ele pergunta, acariciando meu rosto com a mão. Minha respiração fica ofegante, mas não posso demonstrar medo. Viktor aperta meu rosto, olhando nos meus olhos e sorrindo; seu sorriso é aterrorizante.

— Espero que sim, porque eu senti muito a sua falta, amor. Você nem imagina o que tenho planejado para nós. Vamos nos divertir muito .

ele murmura em meu ouvido. Em seguida, chama seus seguranças, que se aproximam.

— Levem-na e prendam-na no calabouço lá embaixo, junto com os outros, e tomem cuidado. Ela é sorrateira.

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