ADAM
A luz do sol filtrava-se pelas janelas do escritório de Daves, mas a atmosfera era pesada e tensa. Ele e eu estávamos reunidos em volta da mesa, cercados por uma pilha de documentos e fotos de Viktor. A preocupação visível em nossos olhos refletia a gravidade da situação.
Alguns segundos atrás, recebemos uma ligação de um dos seguranças de Hector, dizendo que o carro em que Lilly e Luiza estavam acabou sendo atacado. Hector estava no hospital com sua mulher, e Lilly sumiu sem deixar nenhum sinal.
— Eu não consigo acreditar que aquele vagabundo conseguiu colocar as mãos nela novamente — disse Austin, passando a mão pelos cabelos em desespero.
— Não podemos ficar aqui parados! Aaron diz, com a voz embargada.
— Precisamos agir rápido! Aiden afirmou, com seu olhar determinado.
— Ele não teria conseguido colocar as mãos nela sozinho; alguém está o ajudando. Precisamos encontrar onde ela está.
Aaron, sempre o mais cauteloso, olhou para nós.
— Alguém da nossa equipe ou do Daves está envolvido nisso. Como ele saberia que elas estavam fora de casa naquele horário? Temos que achar nossa mulher; ele não vai parar até conseguir o que quer.
As palavras de Aaron estavam certas, tínhamos um traidor dentro de nossa casa um silêncio pesado se seguiu.
A realidade da situação atingiu-os com força. Viktor não era apenas um inimigo; ele era um monstro implacável.
— Temos que montar um plano. Aiden diz, quebrando o silêncio.
— Se tivermos alguma chance de encontrá-la, precisamos ser inteligentes sobre isso.
Começo a vasculhar novamente para abrir acesso às câmeras de segurança da rua, na esperança de achar qualquer pista que leve ao destino da minha pequena bailarina.
Porra, eu sabia que algo não estava bem; nunca erro quando sinto uma sensação ruim.
Estou focado em uma cena específica, justamente quando o carro em que Lilly está vai bruscamente ser atingido na traseira. Infelizmente, meu maldito telefone começa a tocar, e eu atendo.
— Como vocês deixaram isso acontecer com minha filha? Eu disse que era para vocês protegerem ela, seus bandos de inúteis! Ouço a voz da senhora Miller soar pelo aparelho. Isso era tudo o que me faltava: ter aquela velha asquerosa enchendo meu saco enquanto tento encontrar o paradeiro de minha mulher.
— Fique sabendo que metade disso tudo é culpa sua, que tentou jogar minha mulher nos braços daquele filho da puta! digo em alto e bom tom para que aquela velha entenda. Percebo que estou chamando a atenção de meus irmãos, já que todos estão olhando para mim. Rapidamente, Aaron tira o aparelho de minha mão, assumindo o meu lugar.
— Você quer sua filha viva? Então acho melhor abrir a boca sobre tudo o que sabe de Viktor. Aaron diz à senhora Miller, que, por incrível que pareça, aceita prontamente.
Mas não havia tempo. O carro colidiu com a entrada da casa, fazendo as paredes tremerem, e uma explosão de vidro e madeira se espalhou pelo ar. Sou arremessado para o chão, com o impacto me deixando atordoado.
Quando finalmente me levantei, a visão era caótica. O carro estava parado, respingos de fumaça saindo do motor. Procuro ao redor dos meus irmãos, que estão se levantando também do chão, tentando se recuperar do choque.
— Temos que sair daqui! — Aiden gritou, correndo até o carro, vendo que ele estava programado para o modo automático. Mas o que me chama a atenção é o barulho do explosivo que vem de cima do acelerador, onde está amarrado.
— Tem uma bomba aqui, corram! grito aos meus irmãos, e saímos correndo contra o relógio. A essa altura, não tínhamos nem tempo de verificar se havia mais pessoas dentro da casa.
Assim que conseguimos correr a uma certa distância, ouço o som da casa explodindo pelos ares, levantando uma imensa nuvem preta de fumaça.
O celular de Aiden toca em seu bolso. Ele atende, dizendo que era Daves ligando. Sua expressão era de raiva ao telefone.
— O que ele disse? — Austin pergunta rapidamente, já mostrando que estava tão aflito quanto nós.
— Daves disse que os seguranças de Hector reportaram tudo o que aconteceu hoje de manhã. Um de nossos seguranças nos traiu; foi ele quem ajudou Viktor e levou Lilly, quase matou Luiza! — Aiden disparou, apertando o celular com raiva em suas mãos.
— Vamos para casa, e você, com Aaron, reúnam todo o nosso pessoal. Está na hora de vocês fazerem um interrogatório enquanto eu puxo a ficha de cada um durante esses três meses falo aos meus irmãos, subindo na moto de Austin e Aiden na moto de Aaron, já que o carro em que viemos de manhã estava todo destruído pela explosão da casa.

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