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Dark possession romance Capítulo 7

— Lana...o que houve? - Sua mão se abaixa com o pente quando sua atenção cai sobre mim.

— Estou estressada. - bato a porta do quarto dela e me joga na cama. — A minha noite foi uma droga e só tive pesadelos. E também, estou com fome. - comento, me lembrando de que não desci para tomar café da manhã com todos na mesa.

— Ah...por que? - Coloca o travesseiro sobre o colo quando se senta para me acolher, dando um tapinha na superfície macia por cima da fronha.

— Briguei com a minha mãe ontem. - meu olhar encontra com o dela quando minha cabeça repousa no travesseiro sobre seu colo.

— Qual foi o motivo?...

— Ela quer me casar com seu irmão, Kate. A todo custo. - Conto o que ela já sabia. — E ela não vai desistir dessa ideia assim como também não vai ficar satisfeita até você ser a primeira dama.

— Sei o que está sentindo, é horrível não ter liberdade de escolher para decidir seu futuro...mas esse é o mundo que vivemos.

A olho mais seria.

— Pare de falar como a minha mãe. Tudo que ela disse foi que eu tenho que deixar de lado as esperanças sobre justiça e igualdade e escolher o homem mais poderoso possível para me submeter frente aos outros e manipular pelas costas.

— É, ela diz muito isso. - Dá um leve sorriso. — Lana, você já parou para pensar onde estamos? Que a máfia não vai mudar até que eles queiram mudar? Eu sei que você quer isso mas não vai conseguir combater fogo com fogo.

— E menos ainda abaixando a cabeça para esses homens! - Aponto para um ponto aleatório. — Não me tratem como se eu não conhecesse nada da vida. Vocês estão todas resignadas com essas regras mas eu não vou me resignar. Elevo o tom, não quero ser rude com Kate mas é impossível não se irritar com tantas mulheres resignadas com a opressão em um só lugar.

— Sei que pareço boba pra você mas fiz minha vida fora da máfia...eu namoro o inimigo. E não foi brigando que consegui isso, não estou falando para você se subjulgar, você não tem marido, não tem com quem se preocupar. - Ela para, perdendo o olhar pelo colchão e tenho certeza que seu pensamento foi direto para o meu irmão. — Você quer travar uma guerra com a sua mãe, seja inteligente e vença ela no próprio jogo.

— Manipulando?!

— Seu que você cresceu no seio da máfia e a única forma de poder que aprendeu foram as demonstrações de força que os homens exibem mas abra os olhos para outras. - É aí que ela se engana, eu conheço várias formas de poder e as que me são acessíveis eu escolho não usar por motivos de caráter e o básico de escrúpulo.

— Quer que sua mãe te deixe em paz? A faça pensar que você está considerando fazer o que ela quer, assim você ganha tempo até decidir o que quer de verdade para sua vida.

Rio, a olhando como se tivesse dito a maior idiotice de todas, ela não sabe...mas acabou de dizer.

— Não preciso de tempo, Kate. Eu sei

O que eu quero, viver a minha vida longe de um marido até quando não tiver mais escapatória. E minha mãe viu meu interesse de ficar com ele, agora ela está mais afim do que nunca de me fazer casar. Se eu disser que considero casar, não vou ganhar tempo nenhum porque ela vai marcar a cerimônia para o próximo mês. Já que segundo ela não posso esperar muito e perder a oportunidade se não ele vai se casar com outra.

— Sua mas pode querer te controlar mas não o meu irmão...ele não vai se casar se tiver tendo algo a mais com você.

É, não seria mais virgem e ele teria um ótimo motivo para não querer se casar, isso se eu não fosse filha de quem sou. Isso muda tudo pela próximidade da família dele com a minha.

Kate está sendo bem ingênua em achar que minha mãe não consegue manipular Alexander ou qualquer pessoa no mundo. Ninguém é imune a ela, nem mesmo eu que sei bem como ela age. Kate não conhece Hanna Devan tanto quanto eu.

— Não duvide da capacidade da minha mãe de convencer alguém a fazer algo.

— Você vive dizendo quer ser corajosa mas quando uma oportunidade surge de começar a lutar, tem medo. Lana, quer uma solução ou apenas ficar reclamando da sua mãe?

Reviro os olhos, ela não vive nessa casa, não é filha de Hanna Devan e não sabe que as coisas funcionam de um jeito bem diferente do que ela pensa. Não é tudo tão simples como ela diz, e a solução dela não contempla o meu problema, ser métodica assim não funciona aqui. É claro, isso ela não vai entender.

— Conheço a minha mãe. - volto a bater na tecla com um tom de voz cansado e irritadisso por ela não entender a realidade. — Essas táticas que disse não funcionam com ela, é um jogo perdido. E lutar indo dormir com seu irmão, é só facilitar o jogo pra ela. E sabe o que é pior, Kate? - ela nega. — Foi isso que eu quis desde o início, e ainda quero. - digo frustrada.

O que eu queria antes fazer parte do plano da minha mãe, só torna as coisas mais frustrantes.

— Lana, não é errado desejar o que você não pode entender....- seu olhar se perde de novo.

— Não, estou falando da sua súbita vontade de transar com meu irmão. - o travesseiro se choca com meu rosto, me fazendo rir.

— Isso passa tão rápido quanto veio. - devolvo com uma almofada mais forte. — Quando eu transar com ele...- rio maliciosa. ..

O desejo só faz ficar maior quando é reprimido e quando é satisfeito há muitas chances de se esvair, ou aumentar...mas vou arriscar na primeira possibilidade, de que vai se esvair de vez. E foda-se se isso vai ajudar minha mãe com seu plano idiota, eu não transar também não impede que ela tenha sucesso na missão de me casar mesmo. Para o sim e para o não, Hanna Devan tem uma boa chance de ganhar, só que eu vou lutar até o fim pelo que eu quero

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Amanhã a noite, Lana. Não esquece.

Kira

C

oncordo com a cabeça ao ver a mensagem mesmo que ela não possa ver. Minha atenção vidrada no celular se desvia quando ouço a voz de Alexander. Paro abruptamente o caminho que fazia no corredor, ficando com o rosto próximo da porta entre aberta do quarto dele na minha casa.

— Ah, então está só de calcinha? - Franzo o cenho, me aproximando mais para ouvir. — Eu sei...vou te deixar com as pernas bambas com os orgasmos que planejo te dar.

Balanço a cabeça com nojo, revirando os olhos e achando isso tudo muito ridículo.

Uma batida do meu coração falha quando meu celular começa a tocar, uma música alta indica a chamada de Yuri. Luto contra os milésimos de segundo para negar a chamada e cessar o som mas é tarde demais.

— Depois eu te ligo. - a voz de Alexander ressoa e sinto e ouço seus passos de aproximação da porta, onde estou. — Sabia que é feio ouvir atrás da porta?

Sua cara não é nada amigável agora e com certeza a minha também não é.

— E sabia que é descuido deixar a porta aberta enquanto está flertando e falando putaria pelo telefone?

— Não preciso de cuidado porque não tenha a quem dar satisfação.

— Mas você não está na sua casa. então tenha respeito com a casa dos outros e não tenha esse tipo de conversa de porta aberta.

— Está estressada? Não faz bem para o coração. - Ele está debochando de mim, o que é irritante pra caralho ainda mais vindo dele que junto isso com um ar de superioridade e uma expressão tão atrevida quanto sua própria fala. O pior é que isso também é sexy. — Agora vai fazer alguma coisa de adolescente e me deixe voltar para minha ligação em paz.

— Não. - O respondo sem olhar, passando por de baixo de seu braço para adentrar o quarto.

— Menina, eu já entendi o que você quer mas você não entendeu que eu não quero nada com você. - Diz ao capturar meu braço, me fazendo encara-lo diretamente.

— Não sabia que era do tipo que se faz de difícil.

— E não sabia que você é do tipo insistente. - rebate.

— Está vendo agora. - Inclino meu para frente, aproximando meus lábios do dele. É neste momento que ganho mais uma confirmação de que ele também quer isso, seus olhos fitam meus lábios com desejo, e seu olhar desvia, pairando por meu rosto.

Ele se afasta com tanta rapidez que parece que levou um empurrão.

Quanto receio...

— Garota...- Adverte. Um simples adjetivo consegue soar como uma ameaça vindo dele. — Já estou me estressando com você.

— Vai fazer o que? Me matar e tirar fotos do meu corpo aberto com os órgãos expostos para colocar no seu quarto de fotinhas?

— Não seria má ideia, a primeira coisa que eu iria arrancar seria essa língua atrevida.

— Pode usar para fins melhores do que esse.

Capítulo 7 1

Capítulo 7 2

Capítulo 7 3

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