Adrian fora levado ao limite; com os olhos vermelhos e desesperados, esqueceu de tudo.
Agarrando Paulina pela cintura, ele a beijou com toda a sua força.
Após tanto tempo sem tocar na mulher com quem sempre sonhara, aquilo era como uma chuva caindo após uma longa seca, e ele não queria soltá-la nem por um segundo.
No início, Paulina foi passiva, mas aos poucos começou a corresponder.
De repente, ela sentiu um gosto salgado.
Afastando-se suavemente, ela o encarou, com os olhos vermelhos e úmidos, e ergueu a mão para enxugar-lhe as lágrimas.
— Adrian, foi você quem disse que não seríamos um bom casal. Foi você quem disse "parabéns". Por que você está chorando?
Aproveitando a mão dela em seu rosto, Adrian se aninhou na palma.
— Eu sou um covarde.
— Você é mesmo um covarde. — Paulina disse de repente. — Mas agora eu sei de tudo.
— O que você sabe?
— Você disse que, aos meus dez anos de idade, eu parecia uma mandona quando colocava as mãos na cintura.
Adrian paralisou por um instante. Ele só havia dito essa descrição detalhada em um único lugar.
Fora o Diretor Simões ou a Inês quem lhe contara?
Fosse quem fosse, ele estava profundamente agradecido a eles.
Adrian fixou um olhar suplicante em Paulina:
— Eu amo esse seu jeito mandona.
Eles se conheciam há dezoito anos e vinham se envolvendo há meses. Mas foi a primeira vez que Paulina ouviu a palavra "amo" sair da boca de Adrian.
O seu coração disparou e ela o abraçou apertado.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Das Cinzas à Glória: A Ascensão da Sra. Jardim
Parece até que mudou o autor do livro. Uma linguagem rebuscada, parecendo até português de Portugal....
A esposa do Robson era Nara Lessa, de repente mudou para Soraia Siqueira....
Estou amando o livro, só gostaria de maiores atualizações....
Cade a atualização dos ultimos 10 capitulos?????...