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Das Cinzas à Glória: A Ascensão da Sra. Jardim romance Capítulo 1053

Inês já não gostava muito de comida ocidental, e durante os quarenta e cinco dias de prisão ficou sem apetite, parando de comer após duas mordidas de tudo o que lhe traziam. Depois, ao se mudar para o apartamento, mesmo diante de comidas melhores, ela continuou apática. Sua ida ao supermercado hoje tinha como objetivo cozinhar algo comestível para si mesma, afinal, não podia deixar seu corpo colapsar de verdade.

Como Rodrigo não podia entrar no apartamento onde ela morava, eles só podiam comer fora. Diante da refeição ocidental insossa mais uma vez, Inês tinha a intenção de comer mais, mas o seu estômago não permitia.

— Coma apenas um pouco para tapear a fome hoje, amanhã você poderá comer a comida de casa.

Inês olhou para ele surpresa:

— Você vai trazer a Sra. Silveira?

— Eu cozinho. — Rodrigo respondeu.

O coração de Inês se aqueceu; se fossem o macarrão de arroz e a coxinha feitos pelas mãos do próprio Rodrigo, ela poderia comê-los todos os dias.

Na verdade, ele não sabia fazer apenas aqueles dois pratos; da última vez, ele havia feito um Frango à Sichuan muito, muito, muito picante, mas ela não tinha conseguido comer.

Trazendo o assunto à tona, os olhos de Inês brilharam:

— Eu quero comer aquele Frango à Sichuan muito, muito, muito apimentado!

Rodrigo não teve coragem de recusar:

— Farei para você depois.

Como ela havia emagrecido novamente, inicialmente precisava ingerir alimentos leves e nutritivos, em vez de pratos gordurosos e picantes.

Inês esperava poder comer amanhã, mas quando ele disse "depois", essas palavras pareceram mais atraentes do que o próprio Frango à Sichuan.

Ela estreitou levemente os olhos, deu um sorriso suave e assentiu:

— Tudo bem!

Ele estendeu a mão para tocar no rosto dela, sempre incapaz de evitar que lágrimas se formassem em seus olhos.

Inês também ergueu a mão para acariciar o rosto dele, dizendo baixinho:

— Você não andou comendo nem dormindo direito.

— Vou consertar isso. — Rodrigo puxou-a novamente para um abraço próximo, desejando poder fundi-la com os seus ossos e sangue. Ele beijou o seu cabelo e disse: — Não tenha medo, não tenha medo, estamos todos aqui.

— Eu sei. — Inês descansou o queixo em seu ombro, um pequeno sorriso surgindo nos lábios. Com um braço ao redor de sua cintura e a outra mão acariciando gentilmente a parte de trás da sua cabeça, ela disse: — Eu não tenho medo. Com vocês aqui, eu nunca terei medo.

— Nesses próximos dias, vou te mandar algumas coisas. Você tem que usar tudo o que eu mandar.

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