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Das Cinzas à Glória: A Ascensão da Sra. Jardim romance Capítulo 1055

Rodrigo impediu Inês, que queria limpar a panela de sopa, pois uma pessoa tão magra e com um estômago tão pequeno poderia morrer de tanto comer se continuasse.

Inês obedeceu e docilmente colocou a tigela de lado.

— Rô, quando você voltar, diga à Sra. Silveira que estou comendo bem.

— As castanhas que os seus pais e a Alice descascaram estavam muito doces e gostosas.

— Diga à Dona Cláudia que as Tâmaras vermelhas e as Bagas de Goji também estavam muito doces e perfumadas.

— Diga à Mamãe Diretora que a Raiz de Estrela ainda tem o mesmo gosto de sempre.

— Diga ao Mike que eu entendi a mensagem da Angélica Brasileira.

— Essa é a primeira vez que tomo sopa numa tigela imperial. O velhinho abriu os meus horizontes de novo.

— Além disso, diga ao meu marido que a sopa de frango que ele faz é realmente muito, muito boa, e a partir de agora eu só beberei a sopa feita por ele. Eu me pergunto se ele poderia continuar fazendo para mim para sempre. — Inês olhou para ele com um sorriso no rosto. Talvez por ter acabado de chorar, os seus olhos brilhavam limpos e úmidos.

Com os cantos dos olhos avermelhados, Rodrigo assentiu:

— Ele pode fazer para o resto da vida.

— Que bom. — Inês respondeu suavemente.

Depois de estarem alimentados e saciados, ele tirou mais dois potes de vidro transparente, um reluzente e o outro colorido.

Berloques de ouro e balas de frutas.

Os berloques de ouro não tinham apenas formatos de grãos; também havia estrelas, luas, rosas, caquis, cabaças, gatos, trigos, maçãs... O pote estava repleto deles.

O ouro era uma moeda global.

A pessoa que enviou os berloques estava preocupada que ela não tivesse dinheiro para gastar.

Aquela bala de fruta era muito rara hoje em dia; era o seu doce preferido na infância, com balas coloridas no interior e embalagens deslumbrantes como papel celofane.

Além disso, aquelas embalagens de doce podiam ser usadas para dobrar grous de origami.

A pessoa que havia enviado as balas temia que a vida dela estivesse muito amarga.

Não tendo a intenção de adivinhar, Inês perguntou diretamente:

— Quem mandou?

Ele apontou para o pote de berloques de ouro:

— O Sr. Siqueira.

E apontou para o pote de doces:

— O Douglas. Ele provavelmente perguntou para a Dra. Barros.

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