Inês respondeu com um "Ok".
Hoje à noite ela teria que voltar para lá.
Inês fez uma ligação:
— Sr. Vieira, vou precisar passar na casa do Abel hoje à noite para pegar algumas coisas. Vou chegar tarde, não precisam me esperar, podem descansar cedo.
A Dona Cláudia e o Sr. Vieira já tinham certa idade e dormiam cedo.
Do outro lado da linha, insistiram que ela ligasse se houvesse qualquer problema e que o Sr. Vieira iria buscá-la pessoalmente.
Ela realmente precisava disso, mas como poderia incomodar os idosos?
Inês só conseguiu pensar em Alice, então enviou uma mensagem. Alice respondeu com um emoji de "OK".
Com tudo arranjado, Inês se levantou. Assim que saiu pela porta do escritório, quase colidiu com Rodrigo e Noel.
A conversa dos dois parou.
— A Secretária Jardim ainda está fazendo hora extra? — perguntou Noel.
— Não, estava resolvendo assuntos pessoais e perdi a noção do tempo. — Inês acenou para eles e se virou de lado para dar passagem.
Rodrigo passou os olhos por ela brevemente e entrou.
Noel o seguiu de perto, continuando o assunto:
— O Diretor Rocha envia uma grande quantia para uma conta no exterior todo mês, mas não conseguimos rastrear...
Os passos de Inês estancaram.
Rodrigo vinha observando as movimentações da Tecno Universal ultimamente, então investigar Abel era esperado. E aquela grande quantia mencionada, ela sabia exatamente do que se tratava.
Inês voltou.
Bateu à porta.
O olhar profundo do homem focou imediatamente em seu rosto.
— O que foi?
— Eu sei para onde vai o dinheiro do Abel. — Inês olhou para ele e disse: — Mas tenho uma condição.
— Por que eu deveria acreditar em você? — O olhar de Rodrigo era afiado. — Você é a esposa legítima do Abel.
Em breve não seria mais.
Inês sustentou o olhar inquisidor dele:


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