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Das Cinzas à Glória: A Ascensão da Sra. Jardim romance Capítulo 641

Os passos de Inês hesitaram levemente ao chegar à porta.

— Se vocês derem um bilhão para ela, o efeito vai ser exatamente o oposto. — A conversa continuou dentro do quarto, agora com a voz de Rodrigo.

— Verdade. Com o temperamento da Inês, é melhor não a assustarmos. Não vamos tocar no assunto de casamento, de jeito nenhum. — A Sra. Paz concordou, assentindo.

Ela olhou para o marido.

Gustavo soltou um "hum" sério e ponderado.

Inês ficou completamente atônita. Eles haviam ficado juntos apenas na noite passada, e hoje de manhã ela já ouvia a palavra "casamento".

Nem mesmo um avião andava tão rápido.

Ela e Rodrigo ainda estavam na fase de tentar ver se daria certo.

Toc, toc.

Inês ergueu a mão e bateu na porta.

— A Inês chegou. — Rodrigo ergueu os olhos em direção à porta.

Instintivamente, a Sra. Paz e Gustavo se ajeitaram em suas posturas, decididos a causar a melhor impressão possível na presença de Inês.

Muitos dizem que são os pais que escolhem a nora, mas, na visão dos dois, deveria ser a nora a escolher os sogros, afinal, era ela quem estaria se integrando à nova família.

Além disso, quando a filha deles fosse namorar e casar no futuro, eles certamente analisariam o caráter dos pais do rapaz.

Portanto, deviam dar o exemplo.

Inês, segurando a água em uma mão e o remédio na outra, cumprimentou-os educadamente e se aproximou da cama de Rodrigo.

— Nós vamos descer e nos sentar lá embaixo. Rodrigo, obedeça à Inês. — A Sra. Paz disse ao se levantar.

Rodrigo acompanhou os pais com o olhar até saírem.

De pé, Inês demonstrava um ligeiro traço de embaraço.

— Vim trazer o remédio.

Ela só estava ali para trazer a medicação.

— Sente-se aqui. — Os cantos dos lábios de Rodrigo se ergueram suavemente enquanto ele dava tapinhas no espaço vazio da cama ao seu lado.

Inês se sentou, fazendo a beirada do colchão afundar levemente. Ela lhe entregou a água morna e os comprimidos ao mesmo tempo.

— Vou me preparar para ir ao Centro de Pesquisa e Desenvolvimento. Por enquanto, não vá trabalhar nestes próximos dois dias. Deixe os assuntos da empresa nas mãos de Daniela e Esther... — Inês apertou levemente os lábios e deixou o copo de lado enquanto falava.

— Ah? — Rodrigo ergueu uma sobrancelha. — Desde quando você as chama com tanta intimidade?

E no fim das contas, ele não tinha esse privilégio.

— Você pode até assinar uns documentos, mas nada que exija pensar demais. O Dr. Soares disse que você não deve fazer esforço mental. — A voz de Inês hesitou por um segundo antes de ela concluir a frase anterior.

— E eu? — indagou Rodrigo, cuja mente estava totalmente presa à forma íntima com que Inês tratava as outras pessoas.

— O que tem você? — perguntou Inês.

— Não se faça de desentendida. — disse Rodrigo.

— É só um jeito de chamar. — Inês abriu um pouco a boca, tornou a fechar e, depois de um instante, voltou a falar.

— Hum, só um jeito de chamar. E o meu? — insistiu Rodrigo, com fingido desinteresse.

— Rodrigo, haja com naturalidade. — Inês olhou para ele, achando graça da situação, mas continuou chamando-o pelo nome inteiro.

— Não tem como ser natural. — Rodrigo tentou segurar a mão dela... Eles já estavam juntos, já haviam feito postagens anunciando, a família e os parceiros de negócios nos contatos já sabiam. Como podiam hesitar e agir com tanta cautela só para dar as mãos?

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