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Das Cinzas à Glória: A Ascensão da Sra. Jardim romance Capítulo 746

— O que você quer dizer com talvez? O que significa ter relação com a Família Siqueira? — perguntou Alex, insistente.

— Parece que a Inês é a irmã biológica do Douglas Siqueira. — sussurrou Bryan ao ouvido de Alex, depois de pousar o copo e olhar ao redor, enquanto os dois bebiam juntos.

— Mas que porra é essa? De onde você tirou isso? — Alex teve as pupilas dilatadas pelo choque.

— Eu não fui visitar meus parentes na Cidade Balma durante as festas? — respondeu Bryan. — Acabei jantando com o Douglas, e do nada ele me perguntou: e se um dia você descobrisse que a sua irmã não é sua irmã de sangue, que a verdadeira sempre esteve por perto, e você ainda tivesse dito na cara dela que ela era uma órfã? Eu não sou idiota, não existe esse papo de se. No passado, ele descontou a raiva da Julieta na Inês, humilhando-a justamente por ela não ter pais.

— Então a Lucinda Siqueira é a falsa...

— Shh. — Bryan o interrompeu, mandando-o calar a boca. — Ainda não há nada oficial. É difícil falar, não ouso falar, não posso falar. Pessoas comuns não entram em guerra com gigantes, e a Família Siqueira não é de se brincar.

Alex ficou estupefato, tão chocado que perdeu a fala. Deu um gole agressivo na própria bebida, mas no segundo seguinte cuspiu tudo e trocou por um copo de água.

O incidente com Mariana havia lhe deixado um trauma com o álcool.

— Se rolar qualquer novidade sobre a Família Siqueira, me avisa. — disse Alex a Bryan. — Quero ver se posso ajudar a Inês caso ela enfrente algum problema.

Bryan concordou com um aceno de cabeça.

Sem coragem de continuar no assunto, mudaram o rumo da conversa.

— O seu amigo ainda continua perdidamente apaixonado pela Julieta? — indagou Alex.

— Nem me fale. — Bryan sentiu um nó na garganta. — Parece que o Douglas foi enfeitiçado. Até agora ele está quebrando a cabeça para dar um jeito de fazer a Inês assinar um termo de perdão, para conseguir uma pena suspensa para a Julieta.

— Inacreditável. — respondeu Alex.

Eram críticas tanto a Douglas quanto a Julieta.

— Você não jogou toda a sujeira da Julieta na cara do Douglas? — perguntou Alex novamente.

— Como eu não faria isso? O problema é que ele não escuta! — rebateu Bryan de imediato. — Só que, daquela vez, por causa da presença da Lucinda, não pegava bem falar asneiras na frente da irmã do cara, então me segurei um pouco. O Abel foi tão prejudicado pela Julieta e não se vingou?

— Vingou, claro. Mandou uma pilha de documentos direto para o seu amigo. — explicou Alex.

— Mas isso não faz sentido. — Bryan parecia confuso. — Por mais que o Douglas minta para si mesmo, não chegaria a esse ponto de cegueira. O Abel mandou mesmo os podres dela?

— Eu juro. — afirmou Alex.

Bryan continuou balançando a cabeça, cético.

Alex simplesmente pegou o telefone e ordenou que todos os homens e mulheres que dançavam e cantavam no camarote ficassem em silêncio.

— Alex. — a voz de Abel soou do outro lado da linha.

Bryan se aproximou para escutar.

— Abel, eu me lembro que você reuniu todas as merdas que a Julieta fez num dossiê e mandou para o Douglas, certo?

— Mandei. — Só de ouvir o nome de Julieta, a voz de Abel transbordava um nojo indisfarçável, a ponto de soar ríspido. — Por que tocar no nome dela do nada?

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