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Das Cinzas à Glória: A Ascensão da Sra. Jardim romance Capítulo 757

Passadas as festividades, Inês Jardim recebeu uma ligação de Armando Siqueira, pedindo que ela retornasse à Cidade Balma um dia antes. Haveria alguém no aeroporto para buscá-la, e ela deveria se hospedar primeiro na Mansão Antiga Siqueira.

Quando ela atendeu à ligação, Rodrigo Simões estava ao seu lado. Com o viva-voz ativado, Rodrigo digitava no celular para que Inês lesse em voz alta.

— Sobre a questão de me hospedar com a Família Siqueira, o senhor precisa discutir isso com meu na... namorado.

Ela olhou para Rodrigo, desviou o olhar e acrescentou:

— Eu já havia dito antes que não me mudaria para a casa da Família Siqueira.

— É uma hospedagem temporária. Já que você voltou, não estar presente nos dois dias que antecedem o banquete vai contra as regras.

Rodrigo digitou mais algumas palavras para Inês.

Inês deu uma olhada:

— Fale com o Rodrigo.

— ...

O Sr. Armando ficou sem palavras.

No fundo, Rodrigo era apenas um jovem, e não seria problema avisá-lo. A questão é que não bastava um mais velho simplesmente dar um aviso a um mais novo. Em assuntos sérios, Rodrigo apenas negociava, e quem saberia que condições absurdas aquele rapaz poderia impor?

— Você e o Rodrigo ainda nem se casaram, como é que ele já toma as decisões por você?

Rodrigo digitou: Ele é autoritário, ele é machista.

— ...

Inês não disse essas palavras, preferindo usar as suas próprias:

— Nós já estamos juntos, e eu tenho a obrigação de respeitar as decisões dele.

O Sr. Armando não teve o que responder, apenas murmurou um som de concordância e desligou.

— Por que não falou como eu escrevi? — Rodrigo quebrou o silêncio lentamente. — Tudo o que você não quer fazer, acaba jogando para cima de mim.

Ele já tinha tudo planejado. Não haveria problema se Inês voltasse para a Família Siqueira, pois no futuro, qualquer coisa que a família a obrigasse a fazer contra sua vontade, ela poderia usar Rodrigo como escudo. Bastava dizer que ele não concordava, e ninguém poderia forçá-la.

— Não queria que você fizesse o papel de vilão.

— E desde quando eu sou o mocinho?

Inês olhou para ele com seriedade:

— Para mim, você é.

— Não faz muito tempo que voltei da Cidade Balma, minha mala ainda está jogada no quarto. Só preciso colocar dois pares de sapatos e duas mudas de roupa. Não precisa se incomodar. — Inês disse enquanto entrava no quarto para organizar suas coisas.

Rodrigo ficou na sala e mandou uma mensagem no grupo para seus assistentes, avisando que faria uma viagem de negócios e despacharia temporariamente da filial da Cidade Balma.

Naquela mesma noite, Rodrigo atendeu a uma ligação de Armando Siqueira. Nenhum dos dois cedeu um milímetro em relação à estadia de Inês na Mansão Antiga Siqueira.

O Sr. Armando sabia que ceder significava perder o controle da Família Siqueira sobre Inês.

Rodrigo não cedia, temendo que a Família Siqueira se aproveitasse da situação. Pedir que Inês ajudasse os mais jovens da família seria o de menos; o perigo era que, ao agirem em nome dela, pudessem arruiná-la em um único descuido.

Mesmo através do telefone, a tensão entre os dois já era palpável.

Rodrigo usou sua cartada final:

— Se a Família Siqueira insistir nisso, serei obrigado a revelar no banquete o verdadeiro motivo pelo qual Inês cresceu em um orfanato, e que não foi um simples erro na maternidade. Eu já me encontrei com Breno Pacheco.

Não importava se Breno havia falado ou não; o simples fato de Rodrigo ter se encontrado com ele indicava que as peças-chave já haviam sido descobertas.

Além disso, com a posição que Rodrigo ocupava, qualquer palavra sua, com ou sem provas, carregava um peso esmagador.

A Família Siqueira não podia se dar ao luxo de pagar para ver.

O patriarca desligou o telefone, e Rodrigo soube que Inês não precisaria passar sequer uma noite na Mansão Antiga Siqueira.

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