Entrar Via

Das Cinzas à Glória: A Ascensão da Sra. Jardim romance Capítulo 875

Douglas sequer se lembrava de como havia saído da casa de Edson ou de como embarcara no avião de volta para a Cidade Alvorecer em tamanho torpor.

Seu pai estava morando temporariamente na Cidade Alvorecer.

Ele precisava encontrar o pai e arrancar-lhe a verdade. Tudo o que Edson havia dito era real?

Quando Robson e Santiago Siqueira buscaram Douglas no aeroporto, não encontraram o jovem mestre arrogante e impetuoso da Família Siqueira, mas sim um homem fisicamente exausto e mentalmente dilacerado, que, pelo visto, havia sofrido um duro golpe.

— Entre no carro, vamos para casa descansar primeiro. — Ao ver o filho naquele estado, era impossível para Robson não sentir pena, mas ele não tinha outra escolha. Se não forçasse Douglas a descobrir a verdade por conta própria, seria inútil simplesmente contar-lhe tudo da boca para fora.

No fundo, seu filho ainda era um homem com um senso profundo de devoção filial.

Do contrário, não teria tido sua fase de rebeldia apenas aos trinta anos de idade.

Como Douglas conseguiria dormir? No avião, tentou fechar os olhos e descansar um pouco, mas sua mente foi invadida pelas cenas descritas pela Dra. Barros e pelos fatos antigos narrados por Edson.

Uma era a sua mãe biológica, a outra, a sua própria irmã.

Santiago entregou uma garrafa de água para Douglas e dirigiu rumo à casa que Robson acabara de alugar.

Após beber meia garrafa de água, Douglas rompeu o longo silêncio:

— Você me fez procurar o Edson de propósito. Você sabia desde o início que a Lucinda não era a minha irmã biológica. Sabia desde o começo que a minha verdadeira irmã tinha sido abandonada pela minha própria mãe.

Robson fechou os olhos lentamente e respondeu:

— Sim.

— Por que não me contou antes?! — Douglas explodiu em fúria contra o pai.

Diante da raiva do filho, Robson limitou-se a dizer:

— Você era muito novo na época. E, quando cresceu, eu já não sabia mais como te contar.

Douglas fuzilou o pai com o olhar, furioso:

— Eu perguntei, mas ele se recusou a dizer. Assim que percebeu que eu era o seu filho, ele se calou. Você mesmo terá que questioná-lo.

Robson sempre acreditou ter tratado Edson com respeito, chegando até a considerar uma promoção para ele. E, mesmo quando se aposentou, deixou o futuro do ex-motorista arranjado, certificando-se de que ele não fosse prejudicado pela sua saída.

Durante aqueles dois anos e meio de busca, Edson reportava o andamento das investigações frequentemente, chegando a ligar a cada dois dias no auge da missão. E, mesmo um ano depois, mantinha um ritmo de relatórios semanais. Com todo esse empenho reportado, como não vasculhou nem sequer metade da Cidade GIO ao longo de mais de dois anos?

Observando o pai perdido em seus pensamentos, Douglas cobrou:

— Por que você confiou em um motorista? Por que o escolheu?!

Robson levantou os olhos de forma abrupta para o filho, como se uma peça do quebra-cabeça tivesse acabado de se encaixar.

A ideia de deixar a busca secreta nas mãos de Edson havia partido do patriarca e de Rui.

Na época, apenas o patriarca e Rui sabiam da verdade, e foi por isso que o patriarca proibiu a busca pública, enquanto Rui lhe implorou de joelhos.

— Irmão, podemos não procurar? Se tivermos que achar essa criança, não dá para esperar até que minha sindicância política termine? Estou num momento crucial da minha carreira, e você já se demitiu. A nossa família vai ficar sem ninguém na política? Além disso, você já tem um filho homem e adotar uma menina não é tão ruim assim. Eu te imploro, irmão.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Das Cinzas à Glória: A Ascensão da Sra. Jardim