Havia dois closets. As roupas, sapatos e gravatas de Rodrigo estavam todos perfeitamente arrumados, mas ocupavam apenas duas paredes de um dos closets. A terceira parede estava lotada de peças íntimas femininas, muitas delas ainda com as etiquetas penduradas. Tinha praticamente de tudo.
Porém, as malas de Inês continuavam encostadas ali num canto.
Inês não achava que Rodrigo penduraria as roupas íntimas de outra mulher em sua casa. Não que ela se achasse a dona absoluta do coração dele, mas sim porque confiava no caráter de Rodrigo.
Sendo assim...
Ela suspeitou que aquelas peças na parede poderiam ser para ela.
Toc, toc...
A porta estava aberta. Rodrigo, parado no batente, bateu de leve.
Inês virou-se enquanto ele entrava, seu olhar seguindo a direção que Inês fitava, parando na parede de roupas.
— São suas. — disse Rodrigo.
Embora Inês já tivesse adivinhado, o coração dela acelerou um pouco. Ela perguntou:
— Você comprou a loja inteira?
— Primeiro levei tudo para a Mansão Serra Sul 1, e ontem mandei trazerem para cá.
Ele não negou ter comprado a loja inteira.
Inês respirou fundo:
— Pode se trocar. Eu vou dar uma olhada nos outros quartos.
Rodrigo riu de leve, observando-a sair e fechar a porta cuidadosamente atrás de si.
O outro closet estava completamente vazio.
No entanto, lá pelo meio-dia, Esther chegou com uma equipe enorme de pessoas e encheu completamente o closet com roupas, sapatos de todas as estações, além de bolsas e joias nas vitrines.
Inês ficou encostada a um canto, momentaneamente em choque.
Esther já havia se despedido com um sorriso e levado sua equipe, mas Inês ainda não tinha processado direito. Rodrigo estendeu a mão, apertando de leve o queixo dela:
— Apenas escolha o que quiser usar. A Sra. Silveira já fez o almoço, vamos comer.
Inês, ainda meio atônita, deixou-se ser levada por Rodrigo até a sala de jantar.
Depois de se sentar, ela comentou:
— Assim, eu não vou mais precisar sair para fazer compras.
— Poupa tempo e energia. Mas, se quiser sair para fazer compras, vá quando quiser. Só não esqueça de me levar junto.
— Já. — Rodrigo assentiu. Era o arquiteto ligando para discutir sobre os projetos.
— Vá dormir na cama. — Ele fez menção de pegá-la no colo.
Inês balançou a cabeça negativamente:
— Quero ficar aqui mais um pouco.
Rodrigo percebeu que ela estava gostando muito da vista panorâmica da varanda, e com medo de que pegasse um resfriado ao cochilar ali, levantou-se para buscar um cobertor lá dentro.
Ele deixou o celular sobre a mesa.
Segundos depois, o aparelho tocou novamente.
— Rodrigo, é o Noel.
— Pode atender.
Inês piscou, soltou um ah e deslizou o dedo para atender, ativando o viva-voz sem tirar o telefone da mesa. Ela iria cumprimentar Noel, mas aquecida pelo sol poente e sentindo uma preguiça imensa, apenas conseguiu soltar um bocejo leve.
— Diretor Simões, o Grupo Siqueira acabou de alugar um andar inteiro de um prédio comercial no centro da cidade.
O bocejo de Inês parou pela metade.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Das Cinzas à Glória: A Ascensão da Sra. Jardim
Parece até que mudou o autor do livro. Uma linguagem rebuscada, parecendo até português de Portugal....
A esposa do Robson era Nara Lessa, de repente mudou para Soraia Siqueira....
Estou amando o livro, só gostaria de maiores atualizações....
Cade a atualização dos ultimos 10 capitulos?????...