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Das Cinzas à Glória: A Ascensão da Sra. Jardim romance Capítulo 925

Inês esticou a mão e entrelaçou o dedo mindinho no de Rodrigo, sussurrando:

— O que faz aqui?

Rodrigo inclinou-se perto dela, enquanto os olhos permaneciam firmemente fixos em cada membro da família Siqueira:

— Com os interesses coletivos deles em jogo, temia que você não conseguisse sair daqui hoje.

Inês franziu as sobrancelhas.

Alice caminhou até ela e explicou baixinho:

— Inês, você talvez não entenda. Quem nasce em famílias influentes como a nossa é ensinado acima de tudo a colocar os interesses da família em primeiro lugar. É semelhante ao sentido de honra coletiva que os professores nos incutem na escola, com a diferença de que a honra escolar fica nos portões do colégio, mas a lealdade familiar é cultivada desde o nascimento. Diante dessa mentalidade enraizada, por mais que existam conflitos e antipatias internas, todos se unem contra ameaças externas.

Aquelas crenças foram tão profundamente incutidas que se tornaram um reflexo condicionado automático.

Inês assentiu levemente, demonstrando compreender.

Alice prosseguiu:

— Fique tranquila, estamos aqui com você. Pode parecer que somos só nós três, mas temos pessoal posicionado do lado de fora da casa dos Siqueira.

Apenas em respeito aos laços existentes entre as famílias Siqueira e Paz, seu irmão havia optado por não trazer os guarda-costas e entrar apenas com os três.

Desde que decidira afastar-se do cretino que a traíra, Inês havia encontrado Rodrigo, Alice e feito muitos amigos que estavam sempre dispostos a defendê-la.

Não era de se admirar que as pessoas fossem tão movidas pela "posse". Quando você possuía as pessoas certas, alcançava tudo o que mais desejava.

Adrian Soares virou-se e disse:

— Bem, a Sra. Siqueira não tem nada de grave; é apenas uma manifestação do estresse contínuo e um mal-estar geral.

Ele expôs a situação com bastante diplomacia.

Inês olhou na direção de Soraia:

— Já que está bem, que tal nos contar sobre os acontecimentos daquele ano? Ou, se preferir não falar, eu o farei, e a senhora pode simplesmente escutar.

Soraia Siqueira cerrou os olhos e duas trilhas de lágrimas escorreram. Ao abrir os olhos novamente, o olhar que dirigiu a Inês estava carregado apenas de rancor:

— No momento em que a vi na Cidade Alvorecer, eu soube... Eu soube que você era um fantasma voltando para cobrar suas dívidas!

Mesmo naquele instante, Soraia Siqueira não demonstrava a mínima sombra de arrependimento, somente um ódio profundo.

Por mais dura que Inês fosse, a atitude e as palavras de sua própria mãe biológica inevitavelmente deixariam uma marca dolorosa nela.

Ao escutar aquilo, as sobrancelhas de Rodrigo se juntaram num sobrolho e um brilho gélido faíscou em seus olhos:

Quanto mais pensava naquilo, mais raiva Soraia sentia. Rangendo os dentes, dirigiu-se a Inês:

— Arrependo-me amargamente de ter lutado tanto para dar à luz você, só para criar uma ruína em minha própria vida.

A aura assassina em Rodrigo quase explodiu, e Alice também ferveu de raiva.

Inês segurou a mão de Rodrigo e puxou-o levemente para o lado, posicionando-se diante de Soraia Siqueira:

— Pelo que você lutou tanto para dar à luz foi por um filho, não por mim.

— Você achou que eu era uma ruína, então me jogou em meio à neve, pretendendo que eu congelasse até a morte para acabar com tudo de uma vez?

Ao ver Inês proclamar aquelas palavras com tamanha serenidade diante da agressora, o coração de Rodrigo sofreu um aperto. Ele apertou a mão de Inês com mais força.

Soraia não respondeu à pergunta de Inês.

Inês continuou:

— O crime de abandono, o crime de tentativa de homicídio... Você cometeu ambos.

— Quem pode provar isso!!! — Soraia Siqueira berrou com todas as suas forças, com as veias saltando em seu pescoço.

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