Parecia que ela tinha usado toda a força que tinha, a ponto de o seu rostinho ter ficado vermelho de tanto esforço.
— Hm. — Rodrigo assentiu, encarando a criança.
— Vou procurar o papai e a mamãe. Tchau, Tia Inês! Tchau, namorado da Tia Inês! — Bia ficou contente e disparou.
— As crianças de hoje em dia sabem de muitas coisas! — Alice ficou chocada.
— Menininhas são realmente fofas. — Adrian Soares acompanhou com o olhar as costas de Bia.
— É verdade. — Rodrigo concordou, olhando de forma furtiva para Inês. Em sua mente, pensou: "Quero ter uma."
...
Hospital.
Lucinda observava Soraia deitada no leito do hospital, apertando firmemente o acordo de divórcio nas mãos. Pensando também nos olhares enigmáticos de Inês e Rodrigo antes de ela partir, estava completamente aflita, perguntando várias vezes às enfermeiras por que a paciente ainda não acordara.
A enfermeira havia dito que fora um desmaio por choque emocional extremo, e que levaria tempo para ela recobrar a consciência.
Mas ela não tinha tempo agora.
Seu pai não havia aparecido, mas havia enviado um acordo de divórcio — e ainda por cima diante dos ancestrais e de todos os membros da família Siqueira, deixando evidente que a intenção era pra valer.
Se sua mãe se divorciasse de seu pai, o que sobraria para ela?
A metade dos bens comuns do casal?
O dinheiro era útil, mas o prestígio e o poder eram ainda mais úteis.
Será que aquela árvore frondosa não daria mais frutos?
Espera.
Se a sua mãe não assinasse, o divórcio não aconteceria, certo?
O divórcio, nos tempos de hoje, não era algo tão fácil de se conseguir. Mesmo após a assinatura, havia um mês de reflexão, e, se uma das partes mudasse de ideia, o divórcio seria anulado, a menos que houvesse uma ação judicial.
Sua mãe não havia cometido adultério, não estavam separados há dois anos, não havia histórico de abuso psicológico prolongado e nem sofria de vícios como jogos de azar...
Diante da ausência dessas circunstâncias, o tribunal provavelmente recusaria o divórcio, alegando "a possibilidade de reconciliação".
Lucinda continuou a ponderar e suspirou, sentindo um leve alívio no peito.
Mas se não o chamasse, não haveria como convencer o pai de forma alguma.
Douglas era filho biológico da mãe. Ele certamente se preocuparia com o bem-estar dela, não é? A mãe estava doente, então ele com certeza não faria nada que pudesse abalá-la... Certo?
Lucinda já não tinha mais tanta certeza de nada.
Diante daquela sensação de perder o controle sobre o rumo das coisas, a raiva a dominava; antes não era assim, como tudo tinha ficado tão terrível? Como fora empurrada contra a parede até quase não haver saída?
Bzz, bzz, bzz...
Na quietude do quarto do hospital, o zumbido de um celular vibrando surgiu de repente. Vinha de sua própria mão, e Lucinda tomou um sobressalto.
O visor exibia o nome de Douglas Siqueira.
Desta vez, não importava a relutância; teria de atender.
— Alô, irmão... — A voz de Lucinda soava deprimida e melancólica. — A mamãe desmaiou de raiva e está no hospital. Onde você está?
— Estou prestes a embarcar. — A voz de Douglas era assustadoramente fria. Alguém já o havia inteirado dos ocorridos na cerimônia do Dia de Finados.
No fim das contas, o Sr. Hugo não tinha conseguido impedir que Douglas Siqueira retornasse à Cidade Balma.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Das Cinzas à Glória: A Ascensão da Sra. Jardim
Pra que um livro tão longo? É muito cansativo. Estou no capítulo 244 só agora ela foi revelada, para mim o livro só teria mais o envolvimento dela com o Rodrigo e acabaria ai, mas não, tem que passar de mil capítulos....
Parece até que mudou o autor do livro. Uma linguagem rebuscada, parecendo até português de Portugal....
A esposa do Robson era Nara Lessa, de repente mudou para Soraia Siqueira....
Estou amando o livro, só gostaria de maiores atualizações....
Cade a atualização dos ultimos 10 capitulos?????...