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Das Cinzas à Glória: A Ascensão da Sra. Jardim romance Capítulo 934

Parecia que ela tinha usado toda a força que tinha, a ponto de o seu rostinho ter ficado vermelho de tanto esforço.

— Hm. — Rodrigo assentiu, encarando a criança.

— Vou procurar o papai e a mamãe. Tchau, Tia Inês! Tchau, namorado da Tia Inês! — Bia ficou contente e disparou.

— As crianças de hoje em dia sabem de muitas coisas! — Alice ficou chocada.

— Menininhas são realmente fofas. — Adrian Soares acompanhou com o olhar as costas de Bia.

— É verdade. — Rodrigo concordou, olhando de forma furtiva para Inês. Em sua mente, pensou: "Quero ter uma."

...

Hospital.

Lucinda observava Soraia deitada no leito do hospital, apertando firmemente o acordo de divórcio nas mãos. Pensando também nos olhares enigmáticos de Inês e Rodrigo antes de ela partir, estava completamente aflita, perguntando várias vezes às enfermeiras por que a paciente ainda não acordara.

A enfermeira havia dito que fora um desmaio por choque emocional extremo, e que levaria tempo para ela recobrar a consciência.

Mas ela não tinha tempo agora.

Seu pai não havia aparecido, mas havia enviado um acordo de divórcio — e ainda por cima diante dos ancestrais e de todos os membros da família Siqueira, deixando evidente que a intenção era pra valer.

Se sua mãe se divorciasse de seu pai, o que sobraria para ela?

A metade dos bens comuns do casal?

O dinheiro era útil, mas o prestígio e o poder eram ainda mais úteis.

Será que aquela árvore frondosa não daria mais frutos?

Espera.

Se a sua mãe não assinasse, o divórcio não aconteceria, certo?

O divórcio, nos tempos de hoje, não era algo tão fácil de se conseguir. Mesmo após a assinatura, havia um mês de reflexão, e, se uma das partes mudasse de ideia, o divórcio seria anulado, a menos que houvesse uma ação judicial.

Sua mãe não havia cometido adultério, não estavam separados há dois anos, não havia histórico de abuso psicológico prolongado e nem sofria de vícios como jogos de azar...

Diante da ausência dessas circunstâncias, o tribunal provavelmente recusaria o divórcio, alegando "a possibilidade de reconciliação".

Lucinda continuou a ponderar e suspirou, sentindo um leve alívio no peito.

Mas se não o chamasse, não haveria como convencer o pai de forma alguma.

Douglas era filho biológico da mãe. Ele certamente se preocuparia com o bem-estar dela, não é? A mãe estava doente, então ele com certeza não faria nada que pudesse abalá-la... Certo?

Lucinda já não tinha mais tanta certeza de nada.

Diante daquela sensação de perder o controle sobre o rumo das coisas, a raiva a dominava; antes não era assim, como tudo tinha ficado tão terrível? Como fora empurrada contra a parede até quase não haver saída?

Bzz, bzz, bzz...

Na quietude do quarto do hospital, o zumbido de um celular vibrando surgiu de repente. Vinha de sua própria mão, e Lucinda tomou um sobressalto.

O visor exibia o nome de Douglas Siqueira.

Desta vez, não importava a relutância; teria de atender.

— Alô, irmão... — A voz de Lucinda soava deprimida e melancólica. — A mamãe desmaiou de raiva e está no hospital. Onde você está?

— Estou prestes a embarcar. — A voz de Douglas era assustadoramente fria. Alguém já o havia inteirado dos ocorridos na cerimônia do Dia de Finados.

No fim das contas, o Sr. Hugo não tinha conseguido impedir que Douglas Siqueira retornasse à Cidade Balma.

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