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Das Cinzas à Glória: A Ascensão da Sra. Jardim romance Capítulo 970

Inês desceu dos braços de Rodrigo e, no segundo seguinte, foi abraçada com força por Alice.

— Vocês me mataram de susto!

Inês deu leves tapinhas nas costas de Alice, consolando-a:

— Está tudo bem, não se preocupe. Seu irmão e eu não voltamos inteiros?

Alice assentiu, soltou-se de Inês e parou na frente do irmão, chamando-o com um tom de quem fora injustiçada:

— Mano.

Rodrigo afagou os cabelos da irmã:

— Não estamos todos bem?

Alice fez um bico:

— Eu não queria ter que herdar a fortuna da família sozinha!

Assim que disse isso, levou um cascudo do próprio irmão.

— Sra. Jardim, Senhor Rodrigo, como estão? Ainda bem que não foi nada, ainda bem. Quando o senhor e a senhora me contaram, eu quase morri de susto. — Sra. Silveira avaliou os dois, constatando que realmente estavam bem.

Inês abraçou a Sra. Silveira, abriu a porta e o grupo entrou.

Adrian seguiu para o quarto de hóspedes, avisando que não o acordassem a menos que fosse uma questão de vida ou morte, pois precisava descansar.

A porta do quarto se fechou.

Inês olhou para Sra. Silveira:

— Sra. Silveira, o que faz aqui?

— O senhor e a senhora me mandaram vir. Disseram que você e o Senhor Rodrigo provavelmente não conseguiriam voltar para casa tão cedo, e ficaram com medo de que os outros não cuidassem bem de vocês. Daniela Tavares e Esther também vieram, Senhor Rodrigo, estão lá na filial. Noel ficou na sede.

Rodrigo resmungou em aprovação e avisou a Sra. Silveira:

— Inês quase não comeu nada nestes últimos dois dias, não prepare nada apimentado para ela.

Inês de repente lançou um olhar torto a Rodrigo.

Ele retribuiu o olhar:

— Você realmente não pode comer pimenta agora.

A Sra. Silveira assentiu:

Inês abraçou-o pela cintura e disse:

— Pode ir.

Depois que ele saiu, Inês mergulhou em um sono raso por duas horas. Como realmente não estava conseguindo dormir bem, decidiu se levantar. Ao chegar à sala de estar, deparou-se com Alice sentada no sofá de pernas cruzadas, digitando tão freneticamente que o teclado quase soltava fumaça.

Ao lado, Sra. Silveira lhe oferecia um pedaço de fruta de vez em quando.

Com a boca cheia, Alice resmungou:

— O velho tá dificultando de propósito. É tão difícil assim eu conseguir me formar? Toda hora me mandando refazer isso!

Inês não tinha intenção de atrapalhar, mas a própria Alice parou. Mastigando a fruta com raiva, parecia estar triturando alguém com os dentes. Quando terminou, acalmou-se.

— Inês, meus pais vão visitar o Tio Robson mais tarde. Você quer ir junto?

Os olhos de Inês vacilaram, mas ela concordou com a cabeça.

A Sra. Silveira levou a sopa nutritiva que acabara de preparar e foi com elas.

As três mal haviam se aproximado do quarto quando ouviram a Sra. Paz dizer em tom grave e preocupado:

— Por mais que Lucinda tenha sido expulsa da Família Siqueira, agora que essa tragédia toda aconteceu e o caso vai a julgamento, todas as circunstâncias virão à tona. A Família Siqueira fatalmente passará por uma investigação, e acredito que você também não escapará ileso.

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