Inês desceu dos braços de Rodrigo e, no segundo seguinte, foi abraçada com força por Alice.
— Vocês me mataram de susto!
Inês deu leves tapinhas nas costas de Alice, consolando-a:
— Está tudo bem, não se preocupe. Seu irmão e eu não voltamos inteiros?
Alice assentiu, soltou-se de Inês e parou na frente do irmão, chamando-o com um tom de quem fora injustiçada:
— Mano.
Rodrigo afagou os cabelos da irmã:
— Não estamos todos bem?
Alice fez um bico:
— Eu não queria ter que herdar a fortuna da família sozinha!
Assim que disse isso, levou um cascudo do próprio irmão.
— Sra. Jardim, Senhor Rodrigo, como estão? Ainda bem que não foi nada, ainda bem. Quando o senhor e a senhora me contaram, eu quase morri de susto. — Sra. Silveira avaliou os dois, constatando que realmente estavam bem.
Inês abraçou a Sra. Silveira, abriu a porta e o grupo entrou.
Adrian seguiu para o quarto de hóspedes, avisando que não o acordassem a menos que fosse uma questão de vida ou morte, pois precisava descansar.
A porta do quarto se fechou.
Inês olhou para Sra. Silveira:
— Sra. Silveira, o que faz aqui?
— O senhor e a senhora me mandaram vir. Disseram que você e o Senhor Rodrigo provavelmente não conseguiriam voltar para casa tão cedo, e ficaram com medo de que os outros não cuidassem bem de vocês. Daniela Tavares e Esther também vieram, Senhor Rodrigo, estão lá na filial. Noel ficou na sede.
Rodrigo resmungou em aprovação e avisou a Sra. Silveira:
— Inês quase não comeu nada nestes últimos dois dias, não prepare nada apimentado para ela.
Inês de repente lançou um olhar torto a Rodrigo.
Ele retribuiu o olhar:
— Você realmente não pode comer pimenta agora.
A Sra. Silveira assentiu:
Inês abraçou-o pela cintura e disse:
— Pode ir.
Depois que ele saiu, Inês mergulhou em um sono raso por duas horas. Como realmente não estava conseguindo dormir bem, decidiu se levantar. Ao chegar à sala de estar, deparou-se com Alice sentada no sofá de pernas cruzadas, digitando tão freneticamente que o teclado quase soltava fumaça.
Ao lado, Sra. Silveira lhe oferecia um pedaço de fruta de vez em quando.
Com a boca cheia, Alice resmungou:
— O velho tá dificultando de propósito. É tão difícil assim eu conseguir me formar? Toda hora me mandando refazer isso!
Inês não tinha intenção de atrapalhar, mas a própria Alice parou. Mastigando a fruta com raiva, parecia estar triturando alguém com os dentes. Quando terminou, acalmou-se.
— Inês, meus pais vão visitar o Tio Robson mais tarde. Você quer ir junto?
Os olhos de Inês vacilaram, mas ela concordou com a cabeça.
A Sra. Silveira levou a sopa nutritiva que acabara de preparar e foi com elas.
As três mal haviam se aproximado do quarto quando ouviram a Sra. Paz dizer em tom grave e preocupado:
— Por mais que Lucinda tenha sido expulsa da Família Siqueira, agora que essa tragédia toda aconteceu e o caso vai a julgamento, todas as circunstâncias virão à tona. A Família Siqueira fatalmente passará por uma investigação, e acredito que você também não escapará ileso.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Das Cinzas à Glória: A Ascensão da Sra. Jardim
Pra que um livro tão longo? É muito cansativo. Estou no capítulo 244 só agora ela foi revelada, para mim o livro só teria mais o envolvimento dela com o Rodrigo e acabaria ai, mas não, tem que passar de mil capítulos....
Parece até que mudou o autor do livro. Uma linguagem rebuscada, parecendo até português de Portugal....
A esposa do Robson era Nara Lessa, de repente mudou para Soraia Siqueira....
Estou amando o livro, só gostaria de maiores atualizações....
Cade a atualização dos ultimos 10 capitulos?????...